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Segundo Bruno Salgado, com o uso cada vez maior de tecnologias móveis, este ano foram encontradas 5.809 redes wireless na região – um aumento de quase 60% em relação a 2010 (já no ano passado foram encontradas 4.094 redes). Isso torna o número de redes abertas ainda mais preocupante.
Há dois anos, metade das pouco mais de 3.600 redes Wi-Fi na principal via do Centro não contava com proteção. Já em 2011, esse percentual caiu para 39% (embora com mais 400 redes detectadas), e agora subiu novamente, para 42,7% das 5.809 catalogadas pelo software Kismet.
– A boa notícia é que 54,3% das redes Wi-Fi computadas ontem já usava padrões de segurança WPA ou WPA2, considerados mais seguros – diz Salgado. – Em 2010, esse percentual era de 42% e, em 2011, de 55%. O percentual de 2012 caiu, mas os números reais são maiores, já que as redes detectadas aumentaram bastante.
O número de redes Wi-Fi que usam o padrão WEP, considerado fraco entre especialistas de segurança, decresceu: era de 8% em 2010, passou para 6% no ano passado, e recuou mais três pontos percentuais este ano, chegando a 3%.
Segundo Rafael Soares Ferreira, diretor de tecnologia da Clavis, nenhuma das redes estudadas foi violada, apenas identificada e catalogada. A varredura foi feita com um veículo com antenas especiais de grande potência.
– Conseguimos detectar redes mesmo a alturas de 23 andares – diz Ferreira.
Segundo ele, muitos usuários não tomam os devidos cuidados com o Wi-Fi, deixando a rede aberta ou não trocando a senha que vem de fábrica.
Jornal: O Globo
Data: 01/12/2012
Seção: Digital & Mídia
Autor: André Machado
Página: 48