Em 2014, uma em cada três empresas de médio porte usará o modelo que tem capacidade de backup e restauração de máquinas virtuais (VMs).
Em 2014, uma em cada três empresas de médio porte, com receitas anuais entre 150 milhões e mil milhões de dólares, estará usando recovery as a service (RaaS), segundo previsões do instituto de pesquisas Gartner. Hoje, pouco mais de 1% das empresas de médio porte usa RaaS como parte das suas operações. O serviço, que permite a replicação de máquinas virtuais para um fornecedor de cloud, pode eliminar a necessidade de gastos da ordem de 100 mil dólares por ano com recuperação de desastres (“disasterrecovery”), segundo o instituto.
De acordo com John Morency, vice-presidente de pesquisa do Gartner, há duas tendência de uso de RaaS entre média empresas: de recursos de recuperação de servidores virtualizados e de recuperação baseada em SAN; e o uso de serviços em nuvem como alternativa para recursos mais tradicionais de recuperação de desastres.
Entre os fornecedores de RaaS estão empresas pequenas, como Bluelock, Doyenz e nScaled, bem como alguns dos grandes fornecedores de hospedagem, como Savvis, Terremark e Hosting.com. Além disso, todos os três grandes fornecedores de serviços de recuperação de desastres (HP, IBM e SunGard) têm avançado com ofertas de “recovery in thecloud” este ano, segundo Morency.
“O mercado de RaaS está razoavelmente ativo desde o início de 2009, e vem crescendo ao longo dos últimos dois anos”, acrescenta. “Mas ao menos nos próximos anos, as grandes empresas não deverão adotar a RaaS”, diz Morency. “É provável que prefiram backups internos”, completa.
Para as companhias interessadas em adotar o modelo, o Gartner recomenda realizar uma diligência na infraestrutura de cloud, “especialmente para sistemas que já residam fora dos centros de dados”, explica Morency.
“É prudente qualificar a replicação do sistema de imagem e de suporte a falhas e sondar como o fornecedor pode suportar a conectividade de aplicações durante testes de recuperação”, diz. “Também precisam verificar os controlos das operações do fornecedor para a exposição a potenciais conformidades regulatórias e ter um piloto para a implementação limitada da configuração de destino.”
Site: Computerworld
Data: 09/11/2011
Hora: 10h50
Seção: Tecnologia
Autor: ——
Link: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2011/11/09/uso-de-recuperacao-como-servico-saltara-nos-proximos-anos/