A virtualização de servidores, principal elemento do desenvolvimento da computação em nuvem, torna possível que um PC que era utilizado 20% do tempo possa ser utilizado 80% ou mais. Os softwares que monitoram cargas de trabalho percebem quando uma máquina está livre, atribuindo-lhe outra função, mantendo-o ocupado enquanto aguarda por suas funções originais.
Agora, graças a habilidade da nuvem de facilmente conectar muitas pessoas e informações a um grande número de equipamentos, o conceito tem sido usado para compartilhar recursos que estão dispersos na economia. Um exemplo: uma companhia chamada Uber conecta limusines que estão entre um trabalho e outro a pessoas que precisam de um serviço naquele momento. O serviço também identifica quartos vagos em hotéis, algumas vezes com resultados mistos.
É possível ver como uma função da própria nuvem, uma vez que anunciar, encontrar e ocupar vagas exige acesso a uma série de recursos, que devem estar concentrados em bancos de dados comuns. Sempre foi teoricamente possível reservar um quarto, mas agora isso é possível de um modo mais barato e com o uso de um sistema comum.
Outro exemplo desta tendência é a LiveOps, serviço de call center baseado na nuvem. Empresas como a Pizza Hut, NationsHealth e Kodak geralmente pagam à LiveOps US$ 0,25 por minuto para fazer coisas como anotar pedidos, registrar problemas de clientes e vender produtos. Para isso, a LiveOps conta com 20 mil atendentes que se conectam, de suas casas, via nuvem. Eles informam, semanalmente, quantas horas poderão trabalhar no período, preenchendo seu tempo vago.
“Os computadores na nuvem encontram a pessoa certa entre nossos agentes e direciona a ligação para aquele atendente. Na maioria das vezes são estudantes, pais e veteranos de guerra procurando por trabalho. Pessoas com muito tempo livre”, explica Marty Beard, diretor geral da LiveOps. Além das ligações, a companhia também oferece serviços de respostas no Twitter e no Facebook.
Beard explica que, tipicamente, as pessoas trabalham de 25 a 30 horas por semana e seus ganhos vem da venda de produtos ou da obtenção de licença para a venda de seguros, por exemplo. “Se você é realmente bom, você pode fazer de US$ 45 mil a US$ 50 mil por ano. As vezes mais, as vezes a metade disso”, lembra.
Com efeito, estas pessoas estão preenchendo seu tempo livre, como as limusines no Uber ou um servidor em um sistema virtualizado, graças à computação em nuvem. Na prática, o conceito trouxe uma urgência em se utilizar tudo, criando preços mais baixos (e salários também) e também a possibilidade de encontrar mais áreas de ataque. Muito do trabalho corporativo tende a se transformar, com calendários e documentos compartilhados, assim como equipamentos, tornando possível trabalhar mais vezes e em locais diferentes.
Site: Convergência Digital
Data: 16/11/2011
Hora: 13h32
Seção: Cloud Computing
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=28360&sid=97