Uma empresa desejada precisa resolver uma equação com 9 variáveis

Há uma crença entre os cientistas que a matemática pode explicar tudo. Pois gestores de empresas e diretores de recursos humanos estão sempre em busca da formula mágica que defina como criar um lugar excelente para trabalhar e como manter nele as melhores pessoas.
Para o Great Place to Work ® (GPTW), a equação vem na forma de combinar nove práticas culturais para apoiar a construção de uma estratégia que garanta satisfação dos colaboradores. Não há uma mais importante do que a outra, o ideal é equilibrá-las. São elas: Inspirando, Falando, Escutando, Agradecendo, Desenvolvendo, Cuidando, Contratando e Recebendo, Celebrando e Compartilhando.

As práticas nasceram da investigação inicial do jornalista norte-americano e, mais tarde, fundador do GPTW®, Robert Levering, que entrevistou centenas de organizações de diferentes portes e indústrias para mapear as melhores práticas utilizadas nos negócios.

Levering descobriu que existiam, sim, boas companhias para trabalhar e que tais empresas tinham um segredo: entregavam aos profissionais, aquilo que eles desejavam ou precisavam e isso muitas vezes não era provido a nível material, mas também emocional.

Com base no estudo de Levering, algumas práticas sobressaíram como importantes para ajudar na construção de um bom ambiente de trabalho. Organizações que sabem formar líderes têm em comum o fato de estabelecer locais propícios ao aprendizado, incentivando as pessoas a se envolver com os temas que as estimulem.

E a única forma de agregar aos benefícios óbvios de uma companhia – salário, estabilidade, treinamento, plano de carreira – é manter um bom canal de comunicação com os funcionários e, a partir dele, conseguir criar um ambiente agradável de trabalho para todos.

Entre os temas, de acordo com o GPTW, é preciso dar atenção especial ao quesito Contratar. O segredo do sucesso nessa fase é localizar um profissional em linha com os valores e a missão da empresa, uma prática citada muitas vezes pelas corporações listadas no ranking das melhores para trabalhar.

O Google, tetracampeã do ranking brasileiro, acredita piamente que tudo começa com quem você leva para dentro de casa. “Vamos buscar a pessoa que tem o DNA certo para a empresa e não estamos falando só do perfil técnico e das notas boas. A pessoa pode ser muito boa tecnicamente, mas o caráter, o perfil ético não muda”, diz Mônica Duarte Santos, diretora de RH da Google.

Por isso, para entrar na Google o candidato é entrevistado por um painel de avaliadores que não necessariamente vão trabalhar com ele diretamente. “Sempre dizemos aos avaliadores para se perguntar primeiro se gostariam de trabalhar diretamente com a pessoa entrevistada. Se a resposta for não, é difícil acreditar que haverá compatibilidade com a cultura Google”, pondera Mônica.

Site: Computerworld
Data: 30/07/2013
Hora: 14h07
Seção: Especiais
Autor: Silvia Bassi
Link: http://computerworld.uol.com.br/especiais/2013/07/30/uma-empresa-desejada-precisa-resolver-uma-equacao-com-9-variaveis/

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