TV Digital: Conversor com Ginga ‘light’ será testado em 30 dias

Para evitar que os conversores da TV digital que vão ser distribuídos às famílias de baixa renda sejam meros sintonizadores, ou ‘zappers’, o superintendente executivo de relacionamento institucional da EBC, André Barbosa, apresentou uma proposta de um novo modelo de conversor, mais econômico, com o Ginga ‘Light’.

“Sei que para muitos isso pode parecer que estamos cedendo. Mas na verdade, ao propor essa nova versão, estamos defendendo o Ginga. A ideia é garantir a interatividade para essa população de baixa renda”, explicou Barbosa. A interatividade é uma demanda do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) que supervisiona as políticas públicas voltadas à população de baixa renda cadastradas no CadÚnico, que será utilizado para levar o conversor para além do grupo beneficiário da Bolsa Família.

O momento, agora, é de correr para transformar a ideia em protótipo e fazer as análises de desempenho com a retirada de alguns recursos, como reduzir a capacidade de processamento. “Os chineses estão dispostos a fazer e vão produzir para os nossos testes. O mais importante é evitar que os zappers, propostos pelos radiodifusores, sejam os escolhidos”, reforça o superintendente da EBC. A ideia é ter um conversor ao custo de R$ 160,00, algo em torno de US$ 40, com o Ginga Light. 

“O zapper ( mero sintonizador de canais) vai abrir espaço para o mercado cinza. Não é esse o objetivo da política pública da TV digital”, salienta Barbosa. No entanto, ele admite que não há uma promessa de produção local por parte dos chineses. “Sabemos que o dólar está muito valorizado frente ao Real”, diz. A mudança do cronograma – sugerida pelo GIRED para a migração acontecer, agora, até 2023 e ser feita em 2018 em cerca de 1000 cidades (capitais e regiões metropolitanas) – pode ajudar a garantir a disponibilidade dos conversores com o Ginga Light. 

“Acredito que poderemos ter cerca de 12 milhões de conversores com Ginga Light disponíveis no período desejado. Vamos trabalhar para isso”, acrescentou. A produção local poderia ser incentivada com a aprovação pelo governo de um novo processo produtivo básico para conversores de TV digital.

“Essa iniciativa já está à mesa no Ministério do Desenvolvimento. Acreditamos que se aprovado logo, esse PPB pode incentivar, e muito, a produção dos conversores no país”, completa André Barbosa. A ideia é apresentar o protótipo – já testado – na próxima reunião do GIRED, grupo de implementaçaõ da TV Digital, prevista para acontecer no dia 12 de fevereiro.

 

Site: Convergência Digital
Data: 21/01/2016
Hora: ——
Seção: Inclusão Digital
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=41546&sid=14

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