Três erros comuns que devem ser evitados na criação de um aplicativo móvel

Uma interface “user-friendly ”é a regra mais importante de todas se você quiser que colaboradores e usuários externos adotem uma aplicação corporativa.

Mas o que torna um aplicativo “user-friendly”? Essa é uma ciência complicada, com livros e pesquisas dedicados exclusivamente a esse assunto.

No entanto, se seu app possui algum desses três elementos, isso não é um bom sinal.

1. Muitos lugares para fazer escolhas, especialmente na mesma tela

Essa regra é válida desde as aplicações Web. “Se você estiver trabalhando com uma tela que possui 40 opções, menus drop-down e outras caixas, não é porque realmente precisa fazer 40 coisas diferentes”, afirma Brian Fino, diretor da Fino Consulting. “Desenvolver uma interface simples e bem pensada, com apenas alguns controles discretos, fica mais fácil para utilizar e testar. E, com sorte, a aplicação se tornará mais estável”.

2. Muitas telas

“Existem princípios de desenvolvimento de aplicações que realmente transcendem a questão de empresa ou consumidor”, destacou Bill Clark, da área de mobilidade da SAP. “Um deles é a ‘regra dos três cliques’. A cada vez que o público precisa clicar em um link ou ser transportado para outra tela, você perde metade da atenção e dificulta manter em mente o contexto do que estavam fazendo momentos antes. Depois de três cliques, já perdeu muita gente”.

3. Funcionalidades demais

Considere a combinação dos primeiros itens. Se você não pode colocar muitas coisas em uma mesma tela e não é recomendável ter telas demais, tudo leva a uma conclusão inevitável: não dá para abraçar o mundo e oferecer conteúdo em excesso.

E essa é uma boa estratégia, de acordo com Mike Croucher, responsável pela arquitetura de TI da British Airways. “Você não pode tornar essas coisas muito complexas, é preciso realmente pensar sobre a quantidade de informações e opções necessárias para que os usuários executem uma ação. Se as pessoas tiverem que passar por uma transação atrás da outra, fica muito chato. Sendo assim, preste atenção ao valor de cada informação colocada na tela” conclui.

A solução, de acordo com o especialista, é não tentar criar um aplicativo que resolva todos os problemas, de todos os usuários. “Nossas aplicações tendem a ser feitas sobre a regra dos 80/20, ou seja: tente desenvolver algo que faça 80% ou 90% do que você precisa muito bem, e ignore o resto”, explica Croucher.

Site: CIO
Data: 10/04/2014
Hora: 08h01
Seção: Tecnologia
Autor: Minda Zetlin
Link: http://cio.com.br/tecnologia/2014/04/10/tres-erros-comuns-que-devem-ser-evitados-ao-criar-um-aplicativo-movel/

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