Um dos painéis mais disputados na Futurecom na última terça-feira, 22/10, foi o que apresentou uma visão geral sobre a estrutura de TI que está sendo montada para os Jogos Olímpicos de 2016. A apresentação foi feita por Elly Resende, diretor de tecnologia do comitê organizador dos Jogos Olímpicos e da Paraolimpíadas.
O executivo revelou que a montagem desta estrutura vai consumir 20% do orçamento previsto para os Jogos, além de ocupar 10% de toda a força de trabalho. “Estamos falando de uma organização para dois eventos que, embora similares, guardam diferenças”, explicou.
Nas Olimpíadas, serão 41 modalidades, reunindo 10,5 mil atletas e 21,5 mil profissionais de mídia. Nas Paraolimpíadas, o volume será menor – 23 modalidades, com 4 mil atletas e 7,2 mil profissionais de mídia – mas com características diferentes.
De acordo com Resende, a estrutura de TI terá que acompanhar o crescimento dos esforços envolvidos. Hoje, o comitê organizador tem 514 funcionários, número que deve chegar a 8 mil em 2016. Estas pessoas estarão divididas em 56 áreas funcionais, seis delas ligadas diretamente à TI. “Para atender esse crescimento, temos que oferecer máxima disponibilidade com alta visibilidade”, afirmou.
Para isso, o comitê já tem projetada a estrutura necessária. Por exemplo, serão utilizados 80 aplicações e sistemas diferentes, que serão acessados e manuseados em 12 mil computadores e 3,8 mil impressoras. Estes equipamentos terão o suporte de 500 servidores físicos e 100 mil portas LAN. Já está prevista também a criação de 15 mil contas de e-mail e a distribuição de 22,5 mil TVs pelas instalações olímpicas, além de 2,5 mil metros quadrados de painéis de led.
Nas redes sociais, as Olimpíadas do Rio de Janeiro já contam com 575 mil seguidores no Facebook, 31,5 mil no Twitter e 410 mil no Google+. “Estes números tendem a crescer ainda mais com a proximidade dos jogos, o que vai ampliar a interação com a sociedade”, prevê Resende.
Na área de comunicação, os profissionais envolvidos utilizarão 16 mil celulares, 15 mil telefones fixos e 16 mil rádios. Para o gerenciamento da infraestrutura, a área de TI mapeou 381 projetos e já conta com mais de 70 processos definidos.
A transmissão dos resultados das competições vai envolver 54 milhões de mensagens, 400 toneladas de equipamentos de cronometragem e medição e a distribuição de 6,5 milhões de relatórios impressos. Para cuidar de tudo isso, a previsão é que a área de TI chegue na época dos jogos com cerca de 4 mil profissionais.
“Estamos usando o modelo definido pelo COI, que divide nossos clientes em nove grandes grupos, como comitês, atletas, expectadores etc.”, conta Resende. Este público será atendido por um portfólio de 18 serviços, como telefonia, redes dedados, aplicações móveis etc. Muitos dos provedores principais ainda não estão definidos pelo comitê, que por enquanto tem como certos apenas a Omega, Atos, Samsung, Panasonic, Embratel e Anatel.
Site: Convergência Digital
Data: 23/10/2013
Hora: ——
Seção: Cobertura Especial Futurecom 2013
Autor: Fabio Barros
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=35220&sid=51#.Umgg6XDTllw