Apesar de atraso com as licitações, presidente da estatal, Rogério Santanna, acredita ser possível ligar em dois meses 100 cidades até dezembro.
Mesmo com o atraso dos pregões para contratação de fornecedores nacionais, o presidente da Telebrás, Rogério Santana, acredita ser possível manter a previsão do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) conectar 100 cidades até o final de 2010. Ele afirmou durante a Futurecom que não tem governabilidade sobre os processos de licitação que podem gerar contestações.
A primeira licitação para escolha dos fornecedores de equipamentos para infraestrutura da rede da Telebrás, realizada em 25/10, já está na reta final. Segundo Santanna, a empresa que apresentou a melhor proposta foi a Tel Telecomunicações, que pediu para ser desclassificada por causa de um ajuste em seus preços. A agora é entre a segunda e terceira colocada.
Essa é a maior licitação do PNBL entre as quatro programadas. De acordo com Santanna, a escolha dos demais fornecedores será em paralelo com as obras de infraestrutura da rede.
O segundo pregão para compra de equipamentos baseados na tecnologia Dense Wavelength Division Multiplexing (DWDM), que seria realizado ontem, 27/10, foi transferido para amanhã, 29/10.
Descontentamento das multinacionais
Os leilões da Telebrás geraram descontentamento de empresas multinacionais que tinham intenção de fornecer equipamentos para o PNBL. É que o governo federal editou a Medida Provisória 495/10 que dá preferência para fornecedores que tenham fabricação ou desenvolvimento de pesquisas no País. A regulamentação prevê incentivos para tecnologia nacional.
Fabricantes como Alcate-Lucent, por exemplo, lamentaram a nova MP do governo que modificou a Lei das Licitações Nº 8.666/93 para beneficiar a indústria nacional. Santanna considera que a medida é para incentivar os que investem no Brasil. Ele conta que os Estados Unidos adotou estratégia semelhante.
“Não estamos dizendo que só a indústria nacional pode fornecer equipamentos para o governo. As multinacionais também podem, desde que tenham fabricação ou desenvolvimento no Brasil.”, diz ele. A MP aceita também tecnologias produzidas em outros países do Mercosul.
A licitação da Telebrás é a primeira a adotar a MP 495/10, aprovada em julho deste ano. Segundo Santanna, o Ministério da Aeronáutica deverá ser o próximo a se apoiar na regulamentação para compras de TI.
Site: Computerworld
Data: 28/10/2010
Hora: 15h05
Seção: Telecom
Autor: Edileuza Soares
Link: http://computerworld.uol.com.br/telecom/2010/10/28/telebras-garante-cronograma-do-plano-de-banda-larga-para-2010/