Start-up Brasil: Microsoft formaliza interesse em ser uma aceleradora

O governo planeja escolher até seis aceleradoras para a primeira fase do programa de incentivo aos empreendedores no Brasil – o Start-up Brasil, lançado nesta quinta-feira, 29/11, e que terá o edital publicado nesta sexta-feira, 30/11, no Diário Oficial da União. A Microsoft já assume que entrou na briga para ser escolhida. “Vamos, sim, participar. O prazo é curto (para a entrega das propostas), mas vamos apresentar a nossa”, afirmou Michel Levy, presidente da empresa no país.

O executivo explica que a participação da companhia é independente do recém-criado Centro de Inovação, no Rio de Janeiro. Nessa iniciativa, a empresa também prevê financiar até 15 startups, com investimentos de R$ 1 milhão nos próximos dois anos. “São propostas distintas”, disse o executivo, que preferiu, no entanto, não adiantar maiores detalhes.

Quem também sinalizou a possibilidade de concorrer a ser uma aceleradora foi a Brasscom. “O tema terá que entrar na pauta da diretoria, mas é uma ideia a ser avaliada”, disse Antonio Gil, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom). Vale lembrar que a entidade reúne empresas de grande porte como Intel e Totvs.

As aceleradoras têm até o dia 31 de janeiro para apresentarem suas propostas. Indagado se havia risco de não aparecer interessados para a definição das seis aceleradoras previstas no cronograma, o secretário da Sepin, Virgílio Almeida, foi bastante tranquilo. “Esse projeto foi negociado com o empresariado”, frisou o executivo.

Nos bastidores, há fortes rumores que o Google poderá ser um dos interessados. Mas há também empresas fora do negócio de TI que seriam candidatas às vagas, como a OAS, a Andrade Gutierrez e a Odebrecht. As aceleradoras vão definir as startups que vão participar do programa, mas as regras do jogo serão definidas de comum acordo, explicou ainda Almeida. “Tudo será bastante negociado e transparente. A primeira etapa é selecionar as aceleradoras. Depois vamos para as startups. Queremos gerar produtos. Conectar empresários, academia e empreendedores”, completou.

Site: Convergência Digital
Data: 29/11/2012
Hora: 19h21
Seção: Inovação
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=32511&sid=3

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