Para Carlos Afonso, do Comitê Gestor da Internet, órgãos como a Finep e o BNDES, ao exigirem garantias bancárias, funcionam como instituições privadas e não como agências de fomento do governo. “Um desenvolvedor de software precisa hipotecar sua casa para conseguir a subvenção econômica. Os pequenos estão fora do radar e são eles que fazem a inovação”, sustenta.
Nesta quinta-feira, 29, o governo vai anunciar a política pública para as startups no país e Carlos Afonso, do Comitê Gestor da Internet, espera que venha a ser adotada uma linha de investimentos real. “Há recursos na Finep. Há recursos no BNDES. Mas nunca para os pequenos. Eles exigem muitas garantias. Há uma burocracia enorme e a maior parte dos recursos fica com empresas grandes”, sustenta o executivo, que nesta quarta-feira, 28/11, participou da divulgação do Relatório da Economia da Informação, com o subtítulo A Indústria do Software e Países em Desenvolvimento, na capital paulista.
Para Carlos Afonso, o governo precisa entender que o risco é inerente ao negócio de software. “Espero que essa política de “startups” leve em conta esse fator. Não há como exigir retorno no curto prazo. Inovação não se mede como conta bancária”, acrescentou.
E para respaldar a posição defendida por Carlos Afonso, o levantamento da UNCTAD apura que na América Latina a principal barreira para o desenvolvimento do software e dos serviços de TI é o acesso limitado a fundos de investimentos.
Esse item foi apontado por quase 80% dos entrevistados. Em segundo lugar aparece a falta de mão de obra qualificada com 60%. Na terceira posição desponta a ausência de políticas de compras governamentais na área de software com 45%.
Site: Convergência Digital
Data: 28/11/2012
Hora: 15h01
Seção: Governo
Autor: Ana Paula Lobo
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=32487&sid=11