Softex já intermediou R$ 2,2 bilhões em recursos do Prosoft para as empresas brasileiras de software e serviços de TI

A área de Inovação e Funding da Softex, que engloba entre suas ações a assessoria ao Programa para o Desenvolvimento na Indústria Nacional de Software e Serviços de TI (Prosoft/BNDES), voltado ao financiamento de empresas de tecnologia da informação e operações de capital de risco, já intermediou R$ 2,2 bilhões em investimentos do programa desde o seu lançamento, em dezembro de 1997. O trabalho de consultoria desenvolvido pela entidade beneficiou um total de 194 empresas brasileiras do setor apenas com os recursos oferecidos por essa fonte de financiamento.

No ano passado, a Softex registou um total de 170 atendimentos e avaliou 29 processos de solicitação de recursos. Desses, 14 foram concluídos e enviados para a análise do BNDES, pleiteando valores da ordem de R$ 635,9 milhões. Dos processos encaminhados, 12 foram enquadrados, incluindo planos de anos anteriores, totalizando R$ 462,7 milhões. O montante final das oito contratações feitas atingiu R$ 114,7 milhões.

“O volume de investimentos aportados pelo Prosoft é extremamente significativo e o programa é uma importante ferramenta de financiamento, com impacto concreto no fortalecimento da indústria brasileira de software e serviços de TI”, analisa Carlos Alberto Leitão, gerente de Inovação e Funding da Softex. No momento, 11 empresas estão recebendo a assessoria da entidade para a elaboração de seus planos de negócios, que em breve serão encaminhados à análise do BNDES.

Neste primeiro semestre, a Softex recebeu 135 consultas de empresas interessadas em informações sobre obtenção de recursos junto ao Prosoft. “Como os atendimentos se intensificam na segunda metade do ano, estamos prevendo um 2012 de muito trabalho para os nossos consultores”, complementa Carlos Alberto Leitão.

Em razão do amadurecimento do mercado de TI no Brasil e da consolidação de importantes empresas do setor, o Programa BNDES Prosoft passou por uma reformulação em 2007, que incluiu o aumento do montante de capital destinado ao programa, além das novas regras para obtenção de financiamento, como o valor mínimo pleiteado de R$1 milhão.

Ao longo dos anos, o Prosoft vem sendo constantemente aperfeiçoado através de ações voltadas à redução de custos e ao aprimoramento das condições de pagamento de forma a facilitar o acesso de pequenas e médias empresas ao capital. A renovação do programa esta prevista ainda para este ano e os contatos preliminares com o BNDES apontam para a sua continuidade.

A Softex monitora todo o trabalho que desenvolve no âmbito do Prosoft por meio de consultas periódicas às empresas atendidas com o objetivo de melhor entender seus principais desafios ao se organizar para solicitar um financiamento junto ao BNDES. “As informações coletadas são compiladas e encaminhadas ao banco com sugestões de aperfeiçoamento do programa”, explica John Forman, diretor de Capacitação e Inovação da Softex. “Temos uma equipe enxuta, mas competente, e sempre disponível para atender não apenas as empresas buscando recursos do Prosoft, mas também aquelas interessadas em outras linhas de financiamento ou capital de risco”, complementa.

Com base nos dados já coletados, Forman chama a atenção para o seguinte fato: se considerarmos o ano de 2007, quando o BNDES Prosoft-Empresa foi reformulado, fica claro que o valor dos projetos de investimentos das companhias intermediadas pela Softex passou a ser cerca de oito vezes superior ao registrado no período anterior. Em sua visão, esse é um importante indicador do crescimento das empresas da IBSS (Indústria Brasileira de Software e Serviços de TI), que começaram a apresentar uma consolidação financeira e organizacional compatível com um projeto de investimento estruturador.

Na sequencia desta análise ao longo do tempo, nota-se que a região Sudeste foi a que mais se destacou na busca de financiamento, seguida pela região Sul. Esses dados comprovam duas tendências da IBSS: as empresas de TI se concentram nessas duas regiões, onde estão importantes mercados consumidores como o financeiro e o de serviços; e é grande o número de companhias de TI de maior porte e já consolidadas nessas duas regiões que se enquadram nas regras do programa BNDES Prosoft-Empresa.

Arnaldo Bacha, vice-presidente executivo da Softex, lembra que a gerência responsável pelo Prosoft passou a acompanhar também as iniciativas relacionadas com inovação e o uso dos benefícios fiscais disponíveis para tanto. 

A Softex tem desenvolvido um trabalho de divulgação e de orientação sobre como aproveitar esses incentivos especialmente junto às organizações de maior porte em busca de recursos do Prosoft. “Cresce ano a ano o número de empresas atendidas e a combinação Prosoft x benefícios fiscais potencializa o efeito positivo sobre as empresas””

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