Sabotagens e espionagem na rede atormentam governos na América Latina

Estudo sobre cibersegurança, contratado pela Organização dos Estados Americanos (OEA) à Trend Micro, constatou um aumento de até 40% de crimes na Internet entre 2011 e 2012 contra governos da região latino-americana. Levantamento constata que a maioria não está preparada para enfrentar uma guerra cibernética.

Segundo um dos formuladores da estratégia de proteção do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, Paul Rosenzweig, em entrevista ao Jornal Estado de São Paulo, publicada no último domingo, 19/05, governos e empresas ainda veem cibersegurança como um ‘custo desnecessário’ porque acreditam que a região está distante dos conflitos bélicos mundiais – ataques cibernéticos foram usados na Líbia, Gaza e Geórgia.

“Essa imunidade é um erro. Hackers estão indo atrás de propriedade intelectual e dados. Sem fronteiras”, advertiu o especialista. O Brasil não faz parte do estudo da OEA, que avaliou 20 países do México à Patagônia, mas foi citado como um dos alvos preferidos dos hackers. Johanna Mendelson Forman, especialista do Center for Strategic and International Studies (CSIS) declara na reportagem que o Google brasileiro já foi derrubado pelo menos 190 vezes.

Nos países pesquisados o estudo apura que os ataques cibernéticos passam por esquemas de lavagem de dinheiro, espionagem, sabotagens e ofensivas online com motivação política, onde está enquadrado o ‘hacktivismo’, protestos com ataques virtuais onde há agressões, de acordo com o estudo, a sistemas de infraestrutura ou roubo de informações estratégicas. Os especialistas vieram ao Brasil para discutirem com as autoridades nacionais, entre elas, a Anatel, medidas de proteção cibernética em função dos megaeventos esportivos – Copa 2014 e Olimpíadas 2016.

Site: Convergência Digital
Data: 20/05/2013
Hora: 10h33
Seção: Segurança
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=33799&sid=18#.UZqDZqJkzkq

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