<
25 anos do TI Rio |>>
Um jantar, no Clube Ginástico Português, no Centro do Rio, marcou o encerramento das comemorações dos 25 anos do Sindicato das Empresas de Informática (TI-Rio). Políticos, autoridades empresários e representantes do mundo acadêmico festejaram as conquistas do primeiro quarto de século da entidade e debateram as perspectivas do setor para 2013. Na opinião do presidente do TI Rio, Benito Paret, a realização dos grandes eventos na Cidade Maravilhosa – Copa das Confederações, Copa do Mundo e Jogos Olímpicos – servirá como um estímulo extra para o mercado da tecnologia da informação, que hoje reúne cerca de 15 mil empresas no Estado:
– Já mostramos nossa força e nossa unidade na economia do Rio. O que falta agora é uma ação política e concreta para o Rio retomar o seu lugar no mercado e voltar a ser a capital nacional da informática. É um caminho natural na nossa vocação, na nossa competência acadêmica e na nossa capacidade empresarial. Ao longo de 25 anos, o TI-Rio foi pioneiro em trazer ao debate temas como a TV digital, a computação em nuvens e a convergência digital. Também tem se destacado na articulação política, tanto com o Executivo quanto com o Legislativo – entre outras questões, o sindicato defende mudanças na carga tributária. Hoje, a grande luta da categoria no Estado do Rio é pela redução do ISS na capital.
– A economia do conhecimento é, sem duvida, a grande oportunidade e, ao mesmo tempo, um grande desafio para o nosso estado. Ou fomentamos a indústria de TI ou ficaremos cada vez mais estagnados. Infelizmente, a lei que reduz a alíquota do ISS na capital está em discussão há mais de cinco anos na Câmara dos Vereadores. A última versão enviada pelo prefeito Eduardo Paes tramita desde2009, apesar dos compromissos assumidos por ele de que daria prioridade à sua votação. Reiteramos esse compromisso na última campanha, quando Paes esteve
conosco. Esperamos que agora seja pra valer. Precisamos recuperar o tempo perdido – disse Benito Paret.
As conquistas da entidade ao longo de 25 anos foram celebradas pelos cerca de 200 participantes do jantar. A lista de convidados incluiu o senador Lindberg Farias; o deputado federal Alessandro Molon; os deputados estaduais Robson Leite e Paulo Ramos; o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antonio Elias; o presidente da Fenainfo,
Márcio Girão; o diretor do Sebrae/ RJ, Evandro Peçanha; o presidente da Softex, Ruben Delgado; e o diretor do BNDES, Julio Ramundo.
– Estou convencido de que o futuro do Estado do Rio passa pela construção de uma sociedade
pautada na economia do conhecimento. É nossa vocação natural – afirmou Lindberg Farias.
Uma vocação que, na opinião de Evandro Peçanha, do Sebrae, precisa realmente de incentivos, <
– O Rio vive um momento espetacular de importantes investimentos e o setor tem uma oportunidade de desfrutar desse espaço fantástico de crescimento. Mas precisamos evoluir em boas práticas, criar um ambiente propício aos negócios, em especial, revendo a política tributária de incentivos ao setor – disse Evandro Peçanha.
Para o deputado Robson Leite, este também é um dos pontos-chave para a TI deslanchar
no Estado do Rio:
– Os governos estadual e municipal precisam estar sensíveis à necessidade de criação de políticas de fomento e incentivo ao setor. O Rio pode ser bem maior em informática – disse Benito Paret.
Homenagens ao pioneiro da informática, aos parceiros do Sescon e aos vencedores da Copa TI de futebol
<
durante a homenagem a seu pai, Arthur Pereira Nunes| left>>
O jantar dos 25 anos do TI Rio teve seu momento de maior emoção na homenagem a Arthur Pereira Nunes, falecido em abril deste ano. Um dos pioneiros da TI no país, Nunes participou ativamente da implantação da Política Nacional de Informática e da instalação da indústria brasileira de computadores. Foi vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Computadores (Abicomp), coordenador-geral da Softex, presidente do Conselho da Rede Nacional de Pesquisa, secretário especial de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia e coordenador do Comitê Gestor da Internet, no governo Fernando Henrique.
– É um conforto para a família participar da homenagem a um homem que trabalhou a vida toda para erguer uma indústria forte de informática no país – disse um dos filhos de Arthur, André Pereira Nunes.
Além de Arthur, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (Sescon) também foi homenageado. A presidente da entidade, Márcia Tavares, recebeu uma placa comemorativa aos 25 anos de atuação do sindicato, considerado pelo TI Rio como um “grande parceiro” nas lutas do setor de informática.
<
com o secretário-executivo do Ministério da Ciência e
Tecnologia, Luiz Antonio Elias, e o deputado Paulo Ramos |>>
<
Forman, Henrique Faulhaber, Luiz Carlos de Sá Carvalho
e Alberto Blois | >>
Depoimentos
“A inovação é a marca registrada do Rio de Janeiro. Temos plena condição de consolidar a vocação do Estado na área de tecnologia”
Lindberg Farias, senador
“Vamos fortalecer ainda mais a parceria entre os setores público e privado. Precisamos criar uma agenda e incentivar o envolvimento de todas as partes. A tecnologia da informação é uma indústria importante para o desenvolvimento econômico do Estado do Rio e do país”
Luiz Antonio Elias, secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia
“O Estado voltou a ser atrativo do ponto de vista nacional e internacional, sob todos os aspectos, o que nos indica que a TI retomará sua representatividade no curto prazo. Neste contexto, o TI Rio, com suas bandeiras por uma tributação mais justa, pelo desenvolvimento do software nacional e por uma cidade-sociedade, torna-se uma das vozes mais representativas da comunidade da tecnologia da informação.”
Luiz Edmundo Costa Leite, secretário estadual de Ciência e Tecnologia
“Em 2013, continuaremos a consolidar os programas de apoio a desenvolvedores e aos arranjos produtivos, para fortalecer a competitividade das empresas do Rio. É preciso destacar que, num mundo globalizado e sem fronteiras, graças, principalmente, à tecnologia, o TI Rio tem papel fundamental, ao incorporar os novos desafios do setor no Terceiro Milênio.”
Franklin Dias Coelho, secretário municipal de Ciência e Tecnologia
“Nesses 25 anos, o TI Rio firmou-se como a legítima representação das empresas desse setor, contribuindo para um projeto de desenvolvimento que incorpora a tecnologia como um bem estratégico. Para 2013, precisamos avançar na redução de tributos, como o ISS; na disponibilidade de crédito a taxas de juros especiais; e na capacitação de recursos humanos.”
Jorge Bittar, deputado federal
“O setor tecnológico é uma vocação natural do Rio. A política econômica e industrial, tanto do município quanto do Estado, não pode dar às costas a essa particularidade. Precisamos, isso sim, estimular a indústria do conhecimento.”
Evandro Peçanha, diretor do Sebrae/RJ
“A economia do estado vem crescendo muito, puxada pela realização dos grandes eventos internacionais, como Copa do Mundo e Olimpíadas, o que aumenta os desafios na tecnologia da informação. Precisamos avançar com qualidade e baratear o custo da internet, do acesso à informação. Temos que melhorar nossa infraestrutura: esse é o grande desafio para 2013.”
Gustavo Tutuca, deputado estadual
“A área de tecnologia gera muitas oportunidades de trabalho e de desenvolvimento. Por isso, precisa de uma política de fomento. Neste sentido, a atuação do TI Rio é decisiva: ele ajuda a sensibilizar os governos estadual e municipal para a necessidade de o incentivo ao setor se tornar uma política de Estado.”
Robson Leite, deputado estadual
“Por causa dos grandes eventos e da previsão de crescimento do país, o setor de TI no Rio vai borbulhar nos próximos anos. Tenho certeza de que 2013 será um ótimo ano.”
Ruben Delgado, presidente da Softex
Jornal: O Globo
Data: 11/12/2012
Caderno: Economia
Página: 25