
Em evento pelo Dia Mundial da IA, diretor da TI Rio destaca talento, infraestrutura, capital, governança e confiança como pilares para o protagonismo da cidade
O potencial do Rio de Janeiro para se consolidar como referência mundial em inteligência artificial esteve entre os temas debatidos durante o AI Day Talks, realizado nesta quinta-feira (16), na Casa da Inovação da PUC-Rio, em celebração ao Dia Mundial da Inteligência Artificial.
O evento reuniu lideranças, especialistas e instituições para discutir os impactos da IA sob diferentes perspectivas, como tecnologia, negócios, educação, direitos, governança, cultura e inclusão. A programação também abordou a necessidade de desenvolver e aplicar essas tecnologias com responsabilidade, preservando a dignidade e a centralidade da pessoa humana.
Representando a TI Rio, o diretor Theonacio Lima Junior, também diretor da TavTec, apresentou uma análise sobre as condições que podem colocar o Rio na próxima fase da inteligência artificial mundial.
Segundo ele, a construção de um ecossistema global de IA depende da articulação de cinco pilares: talento, infraestrutura, capital, governança e confiança. O Rio reúne ativos importantes nessas áreas, como universidades e centros de pesquisa reconhecidos, capacidade de formação profissional, diversidade cultural e um ecossistema de tecnologia e inovação em expansão.
A cidade também possui um diferencial de projeção internacional e poder de articulação. Para Theonacio, a próxima capital mundial da inteligência artificial não será necessariamente apenas aquela que reunir os melhores chips, mas a que conseguir combinar tecnologia, diversidade, cultura, confiança e colaboração internacional.
Inteligência artificial deve ser meio, não fim
Durante a palestra, o diretor da TI Rio também chamou atenção para os cuidados necessários na adoção da inteligência artificial. Na sua avaliação, a tecnologia deve ser utilizada de maneira consciente, como ferramenta de apoio ao trabalho, e não como substituta do conhecimento e da capacidade humana.
“Não adianta todo mundo querer utilizar inteligência artificial sem ter conhecimento técnico para isso. Sem conhecimento, o profissional não consegue sequer validar a resposta que a tecnologia devolve. Esse ecossistema só funciona quando reúne talento, conhecimento, humanidade e capacidade”, afirmou Theonacio.
A reflexão reforça que o avanço da IA não depende exclusivamente de infraestrutura tecnológica. A formação de profissionais, o pensamento crítico e a capacidade de avaliar os resultados produzidos pelas ferramentas são elementos essenciais para que a tecnologia gere benefícios reais para empresas e para a sociedade.
A programação foi encerrada com uma ação simbólica no Cristo Redentor, que recebeu iluminação especial em homenagem à data. A iniciativa reforçou a mensagem central do encontro: o desenvolvimento da inteligência artificial precisa estar associado à responsabilidade, à confiança e à construção de soluções que estejam a serviço da humanidade.
Texto: Bruno Nasser