Rio de Janeiro passa a contar com computador quântico educacional mais moderno do Brasil

computador quântico educacional

Equipamento instalado na Firjan SENAI coloca o estado entre os poucos do país com essa infraestrutura e será voltado à formação de profissionais e a desafios da indústria

O Rio de Janeiro passou a contar com um computador quântico educacional. O Triangulum II, da SpinQ, foi apresentado pela Firjan SENAI e instalado no DigiTech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da instituição.

Com a instalação, o Rio passa a integrar o pequeno grupo de estados brasileiros que dispõem desse tipo de infraestrutura. O equipamento é um dos três computadores quânticos educacionais existentes no país e, segundo a Firjan, o mais moderno deles.

Apresentada no dia 8 de setembro, a tecnologia será utilizada na formação de estudantes, pesquisadores e profissionais e no desenvolvimento de provas de conceito relacionadas a desafios da indústria. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Firjan SENAI e a Dobslit.

Embora a computação quântica ainda esteja em estágio inicial de adoção comercial, a chegada do equipamento representa um avanço na formação de mão de obra especializada e na aproximação das empresas fluminenses com uma tecnologia que pode ganhar importância econômica nos próximos anos.

Aplicações para a indústria

A proposta é utilizar o Triangulum II para trabalhar problemas concretos de otimização, simulação e análise de múltiplas variáveis. As provas de conceito desenvolvidas no DigiTech poderão posteriormente ser levadas a plataformas quânticas de maior capacidade.

Um dos exemplos apresentados pela Firjan envolve operações em plataformas de petróleo, combinando variáveis como rotas de helicópteros e embarcações, condições meteorológicas, consumo de combustível, equipes e manutenção.

Para o Rio de Janeiro, as possibilidades alcançam setores estratégicos da economia estadual. A Firjan prevê projetos com empresas de petróleo e gás, energia, telecomunicações, segurança da informação e serviços financeiros.

A iniciativa também dialoga com um desafio identificado pela Pesquisa de RH da TI Rio de 2025. No levantamento, 64,9% dos participantes apontaram a capacitação como uma das principais barreiras para a adoção de novas tecnologias, reforçando a importância da formação de profissionais em competências emergentes.

Construção de novas competências

O impacto do equipamento dependerá também do ecossistema construído em torno dele. Formação de profissionais, projetos empresariais, provas de conceito e acesso a plataformas quânticas de maior porte podem contribuir para o desenvolvimento de competências especializadas no estado.

O movimento acontece enquanto o Brasil começa a estruturar uma agenda para tecnologias quânticas. Segundo a Firjan, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação formalizou um grupo de trabalho dedicado ao tema, em uma perspectiva de investimentos que pode chegar a R$ 5 bilhões até 2034.

Ainda é cedo para falar em um polo fluminense de computação quântica. Mas o Rio já passa a contar com o mais moderno dos três computadores quânticos educacionais existentes no Brasil, criando uma infraestrutura concreta para aproximar empresas, pesquisadores e profissionais de uma tecnologia que tende a ocupar espaço crescente na agenda de inovação.

Texto: Redação TI Rio
Curadoria Editorial: Bruno Nasser

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