TI Rio participa do Congresso Brasileiro de Ciências e Tecnologias Quânticas em Niterói

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Representada pela Regional Niterói, entidade acompanha debates sobre tecnologias quânticas e articula novas conexões com gestores públicos, pesquisadores e representantes do ecossistema de inovação

A TI Rio participa, nesta semana, do Congresso Brasileiro de Ciências e Tecnologias Quânticas (CBCTQ 2026), realizado no Distrito de Inovação da Cantareira, em Niterói. A entidade é representada por Bruno Rimoli, presidente da Regional Niterói, que acompanha a programação e participa de reuniões voltadas ao fortalecimento das conexões entre o setor produtivo, o poder público, a academia e os ambientes de inovação.

Em sua primeira edição, o congresso reúne pesquisadores, estudantes e profissionais para discutir avanços em computação, informação, comunicação e metrologia quânticas. A programação segue até 25 de setembro e inclui palestras, minicursos, sessões técnicas, apresentação de trabalhos e atividades de formação, abordando desde fundamentos científicos até aplicações estratégicas para a indústria, a defesa e o desenvolvimento tecnológico.

O CBCTQ 2026 resulta da integração entre o Workshop-Escola de Computação e Informação Quântica e o Workshop de Computação Quântica da Universidade Federal de Santa Catarina. O encontro conta ainda com pesquisadores brasileiros e representantes de instituições internacionais, ampliando o intercâmbio científico e a aproximação entre pesquisa e mercado.

Articulação para novas parcerias

Durante o congresso, Bruno Rimoli participou de conversas com representantes de diferentes instâncias do poder público, responsáveis por políticas de ciência, tecnologia e inovação nos âmbitos estadual e municipal. Entre as pautas estiveram o fortalecimento do diálogo com a TI Rio, a aproximação com o setor produtivo e as possibilidades de atuação conjunta no Distrito de Inovação da Cantareira.

Instalado no histórico prédio da Cantareira, o Distrito é uma iniciativa da Prefeitura de Niterói criada para reunir empresas, universidades, centros de pesquisa, governos e empreendedores em um mesmo ambiente de desenvolvimento científico e tecnológico. O projeto concentra iniciativas ligadas à inteligência artificial, à computação de alto desempenho e à computação quântica.

“A presença da TI Rio em um evento como este é importante não apenas para acompanhar uma tecnologia que deverá produzir impactos em diferentes setores, mas também para criar pontes. Estamos conversando com representantes do poder público, pesquisadores e instituições para identificar possibilidades de cooperação e aproximar as empresas de tecnologia desse ambiente de conhecimento e inovação”, afirmou Bruno Rimoli.

As conversas ainda estão em fase de articulação e poderão gerar novas iniciativas e parcerias. A atuação reforça o papel da Regional Niterói na interlocução entre as empresas de tecnologia e o ecossistema científico e institucional do município.

Cantareira se estrutura como polo tecnológico

A realização do congresso no Distrito de Inovação da Cantareira acompanha o processo de consolidação do espaço como polo de pesquisa, formação, desenvolvimento tecnológico e geração de negócios.

O projeto prevê a implantação progressiva de um data center de computação de alto desempenho, conhecido como HPC, e a estruturação de um Hub de Computação Quântica, em articulação com parceiros tecnológicos como a IBM Quantum. A proposta é criar condições para o desenvolvimento de pesquisas, a formação de profissionais e a aproximação entre o conhecimento produzido nas universidades e as demandas do setor produtivo.

Além da programação científica, o congresso abre espaço para articulações institucionais e para a prospecção de parcerias capazes de transformar conhecimento científico em soluções, aplicações e oportunidades para empresas e profissionais.

Ao participar do CBCTQ 2026, a TI Rio acompanha o avanço das tecnologias quânticas e contribui para aproximar empresas, pesquisadores, universidades e gestores públicos. A entidade seguirá participando das discussões e articulando caminhos para que o setor de tecnologia fluminense esteja conectado às transformações que começam a ganhar espaço no Brasil e no mundo.

Texto: Bruno Nasser

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