Real fraco abre frente para empresas nacionais de TI nos EUA

Vender no exterior entra na mira das empresas nacionais de TI em função do Real perdendo vez frente ao dólar. O alvo de atuação segue sendo os Estados Unidos. Segundo o último relatório da Forrester, por exemplo, o mercado de TI norte-americano deverá crescer mais de 5% até 2017, oferecendo ao Brasil mais oportunidades para exportar. Sendo assim, as empresas de tecnologia não ficarão 100% dependentes da melhoria da economia brasileira.

“Cada vez mais, as companhias têm buscado alternativas para diversificar os seus negócios e a internacionalização, sem dúvida, tem sido uma opção bastante atrativa para aqueles que anseiam explorar mercados desenvolvidos e com grande potencial de consumo”, afirma Allan Pires, CEO da PA Latinoamericana e consultor da Apex-Softex de apoio à internacionalização das empresas nacionais de software.

A PA Latinoamericana, por exemplo, investiu para trazer executivos especialistas no processo de internacionalização, como é o caso das consultoras Luciana Paiva e Gláucia Chilliato. Ambas, com vasta experiência de mercado, compõem o time de apoio à internacionalização de empresas de tecnologia. “Trabalho há mais de 10 anos com o tema, apoiando empresas de TI nos seus movimentos de exportação e acredito que com a estrutura que já temos montada, podemos ajudar amplamente as empresas neste processo”, diz Luciana Paiva.

A consultora, também credenciada do Projeto Softex – Apex Brasil, acredita que a moeda brasileira fraca e a expansão do mercado internacional oferecem às provedoras de soluções de TIC maiores chances de internacionalização. Uma das vantagens está na produção do serviço com custo em Real e a comercialização deste mesmo serviço em moeda americana. 

“Tradicionalmente, as médias e pequenas companhias de tecnologia estão à parte do processo de exportação por desconhecimento ou mesmo por falta de recursos próprios para investir em toda estruturação necessária. Para isso, a PA Latinoamericana tem trabalhado de maneira bastante efetiva para tornar possível o sonho da internacionalização para este grupo de empresas”, conta.

Allan Pires ressalta que se a empresa for sozinha desembolsará pelo menos US$ 200 mil no primeiro ano. Pires reforça que “como a curva de aprendizagem de como abordar o mercado é longa, os resultados podem demorar. Além disso, as boas condições de mercado podem mudar. Por isso, fortemente recomendamos acelerar este processo por meio de alianças locais”.

E já empresas apostando no exterior. Uma delas é a Prime Systems, empresa do Grupo Seculus e especializada no desenvolvimento de soluções de mobilidade, fechou contrato de distribuição exclusiva com a PA Latinoamericana para exportar a sua solução chamada PrimeBuilder, com foco na América do Norte. Com faturamento de R$ 15 milhões e investimento de R$ 5 milhões, a empresa espera faturar R$ 150 milhões até 2020. 

Outra empresa que apostou nos EUA foi a goGeo, que recebeu um aporte de R$ 5 milhões da PA Latinoamericana para o desenvolvimento da plataforma que torna possível a uma empresa explorar, num único dia, grande volume de dados em tempo real com o Big Data Geoespacial. O investimento foi dividido em duas rodadas. Além disso, com a PA em Houston, no Texas, a goGeo abre uma nova frente de negócios nos Estados Unidos, tendo despertado interesse de investidores e empresas americanas com a apresentação da solução.

 

Site: Convergência Digital
Data: 18/05/2016
Hora: ——
Seção: Negócios
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Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=42430&sid=5

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