Em média, as empresas enfrentam aproximadamente uma tentativa de fraude por semana, de acordo com informações da segunda pesquisa anual “O Risco das Fraudes Internas” (.pdf) realizada em conjunto pela Attachmate Corporation e pelo Ponemon Institute, divulgada na RSA Conference 2013.
Apesar disso, apenas 44% das empresas entrevistadas dizem não ver a prevenção de fraude interna como prioridade, uma despreocupação que vem aumentando desde 2011. O resultado disso saiu caro: o custo médio da violação de dados, segundo um estudo realizado em 2011, foi de 194 dólares por registro perdido ou roubado.
A pesquisa sobre fraude interna foi feita com 700 pessoas de empresas multinacionais e revela tendências alarmantes com relação à segurança dos dados:
• Em média, demoram 87 dias para a empresa detectar a ocorrência de uma fraude interna e mais de três meses (105 dias) para descobrir a causa da fraude;
• 79% dos entrevistados dizem que em suas empresas um usuário privilegiado já alterou ou tentou alterar comandos dos aplicativos para obter acesso ou modificar informações confidenciais e depois voltou a reconfigurar os comandos;
• Segundo 73% dos entrevistados, um feito equivocado de um funcionário já resultou em prejuízo e possível dano à marca da empresa;
• 81% dizem que algum funcionário já usou as credenciais de alguém para obter direitos adicionais ou controles especiais.
“Estes dados demonstram a invisibilidade das ações praticadas pelos funcionários dentro da empresa”, disse o presidente do conselho e fundador do Ponemon Institute, Larry Ponemon. “Embora as empresas adotem políticas e procedimentos para tentar inibir as fraude internas, isso não significa que essas regras serão seguidas pelos funcionários, principalmente com o aumento das práticas do modelo BYOD.”
Quase metade (48%) dos entrevistados disseram que essas práticas resultaram em um aumento significativo do risco de fraude e 77% afirmaram que a falta de protocolos de segurança nos dispositivos é um grande risco e desafio à segurança.
O estudo definiu a fraude interna como ataques maliciosos ou criminosos praticados contra empresas públicas e privadas por funcionários efetivos e temporários. Normalmente o objetivo desses ataques é o roubo de bens financeiros ou de informações, que incluem dados de clientes, segredos comerciais e propriedade intelectual. Os invasores mais perigosos são aqueles com maior conhecimento de TI ou que possuem acesso aos dados e aplicativos mais críticos da empresa.
“Com essa pesquisa queremos reiterar que as empresas não estão imunes”, explicou a diretora de soluções para gerenciamento de fraudes corporativas da Attachmate, Christine Meyers. “A ameaça da fraude interna é um risco que está aumentando e que pode resultar em prejuízo financeiro para as empresas. Quanto mais tempo a empresa demorar para perceber isso, mais caro sairá para ela.”
Site: IDG Now!
Data: 03/04/2013
Hora: 7h30
Seção: TI Corporativa
Autor: ——
Link: http://idgnow.uol.com.br/ti-corporativa/2013/04/01/prevencao-contra-fraudes-internas-nao-e-prioridade-para-empresas/