Diante da preocupação com a segurança cibernética e das novidades tecnológicas que surgem cada vez mais rapidamente, o “Cyber Security Internacional Forum” propôs o debate sobre como proteger os dados e se preparar para uma “guerra cibernética”.
O presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro, Benito Paret, participou da cerimônia de abertura do evento e destacou que o principal desafio no desenvolvimento da segurança e defesa cibernética é a capacitação humana. “A ciber segurança nos Estados Unidos possui mil profissionais treinados, mas relatório realizado por uma comissão que assessora a presidência concluiu que a real necessidade é de 30 mil pessoas preparadas para lidar com defesa cibernética. E no Brasil? Quantos são os profissionais?”, questionou Paret.
Alguns avanços já foram realizados pelo Centro de Defesa Cibernética (CDCiber), como a previsão de criação da Escola Nacional de Defesa Cibernética, mas ainda é preciso investir mais em tecnologia. “Precisamos de softwares que tenham mais que criptografias e firewall, e isso pode ser uma grande oportunidade de negócios para nossas empresas”, afirmou.
Benito ainda citou a estratégia do setor cibernético, definida pela Estratégia Nacional de Defesa, como a contribuição de todas as instâncias do Estado para incremento da segurança nacional, “com particular ênfase sobre as medidas para a segurança das áreas de infraestruturas críticas, incluindo serviços”. “Temos que trabalhar juntos na proteção das informações, investir em segurança na sociedade da informação”, completou Benito Paret.
Participaram também da cerimônia d eabertura do “Cyber Secutity Internacional Forum” Ricardo de Oliveira, presidente do IplanRio, Paulo Coelho, presidente do Proderj, General de Brigada Marconi dos Reis Bezerra, representando o Gabinete de Segurança Institucional, e Major Brigadeiro do Ar Álvaro Knupp, diretor do departamento de ciência e tecnologia industrial do Ministério da Defesa.
Texto: Priscila Thereso