Por que a computação vestível está esperando pela Inteligência Artificial?

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Quando olhamos para os computadores vestíveis – óculos inteligentes como o Google Glass ou relógios como o Pebble – temos a tendência de pensar em pequenos computadores móveis que, de alguma forma, foram acoplados aos nossos corpos ou roupas.

Os principais atributos, acreditamos, são a miniaturização e a conveniência. Um relógio inteligente, por exemplo, te poupa o trabalho de tirar o telefone do bolso para verificar notificações. Mas essas qualidades são irrelevantes em face à real revolução.

Serei o mais claro possível: computadores vestíveis descobrirão o que você quer saber, então darão isso a você.

Por que os óculos “Refresh”são o futuro dos dispositivos vestíveis

Nessa semana, uma empresa chamada Refresh apresentou o novo aplicativo homônimo para Google Glass.

O aplicativo é similar à ferramenta Refresh para iPhone, que é conhecido como Refresh App. Ambos são projetados para apresentar “dossiês” – resumos de informações – sobre pessoas.
Um dos truques do app é verificar o seu calendário, ver com quem você irá se encontrar e, então, te enviar um resumo sobre fatos selecionados sobre essas pessoas.

Porque a versão do Refresh para Google Glass está em seu rosto, ele é uma versão simplificada de tudo o que os wearables farão no futuro – descobrir o que você quer e se certificar que você saberá disso.

Por exemplo, dispositivos vestíveis poderão te ajudar a aprender mais sobre a pessoa que você irá se encontrar – te enchendo com informações sobre se você já se encontrou com tal pessoa antes ou se vocês compartilham conhecimentos comuns, interesses ou histórias.

É uma pequena coisa. Mas imagine um futuro onde qualquer coisa que você queira simplesmente aparece para você, sem qualquer ação ou efeito da sua parte. Você pode estar comendo em um restaurante e o Google Glass pode, por exemplo, te dizer o exato local onde o seu pai pediu a sua mãe em casamento.

Ou o seu amigo irá se atrasar por conta do tráfico pesado, o salmão ganhou um review ruim online, o seu período no estacionamento irá expirar em 20 minutos, ou o banheiro é depois do bar, subindo as escadas e virando a direita. Imagine que tal conhecimento pode simplesmente aparecer no seu campo de visão, no exato momento em que você precisa.

É para esse caminho que a tecnologia wearable está indo.

É por isso que a revolução dos vestíveis é principalmente uma revolução de inteligência artificial. O que é realmente interessante sobre a computação wearable é o trabalho que os servidores back-end fazem para descobrir o que você quer e, então, conseguir esse conhecimento.
A entrega-disso-para-o-seu-cérebro é algo relaticamente trivial.

Falando em trivial…

Lembra do Watson, o supercomputador da IBM que bateu o campeão Ken Jennings, da Jeopardy?

Agora o Watson está realizando um novo truque: você pode ler o seu feed do Twitter e extrair todo o tipo de informação dele. O Watson pode dizer se você está se aproximando de algum evento cotidiano, como ter um bebê ou casar, e também dizer como você se sente sobre isso – mesmo que você nunca tenha mencionado qualquer dessas informação.

O propósito dessa tecnologia, claro, é vender coisas às pessoas. Saber o que acontece com as pessoas permite às empresas focar anúncios de forma precisa. Mas tais serviços de inteligência artificial se tornarão algo comum a ser usado para outros fins.

Em vez de descobrir o que você quer saber por meio do seu calendário, como o Refresh faz, os aplicativos do futuro vão checar o seu calendário, as suas redes sociais, seu e-mail, suas ligações – e todas essas fontes de seus amigos e colegas. Eles irão monitorar o seu histórico de ações e movimentos e muito mais. E então eles irão esmiuçar os números e entregar as informações de que precisa.

Um desenvolvimento que é especialmente relevante ao Google Glass é a compra da DeepMind pelo Google, que possui tecnologia de inteligência artificial e que está se movendo rapidamente em direção a computadores que pensam como um humano.

Para demonstrar o que é DeepMind é capaz, a empresa usou os clássicos jogos arcade do Atari. A DeepMind aprende a jogar os jogos (e o faz por jogar, não está programado para jogá-los) e então domina tais games.

Essa tecnologia pode ser usada pelo Google para alimentar uma versão futura do Now, que pode aprender as preferências, desejos e curiosidades ao oferecer essas informação ao usuário e observar a sua reação. Ao longo do tempo, o programa aprenderia exatamente que tipo de informação você gostaria de saber e quando e, então, entregaria isso ao dispositivo vestível.
O poder da inteligência artificial para descobrir o que você quer (e quando) é ampliado quando os computadores vestíveis entregam essa informação à você sem esforço.

Com um PC, notebook, tablet ou celular, você tem que procurar pela informação – ou responder a um alerta por meio de uma ação. A revolução vestível irá presenteá-lo com essa informação sem esforço – ela irá simplesmente aparecer e depois sumir.

A diferença é banalizada por uma questão de conveniência. Mas a informação vestível não é uma questão de ser “fácil”, é uma questão de ser “consistente”.

Quando você não faz nada para aprender algo, parece que você já tinha conhecimento sobre aquela informação.

Todo mundo fala sobre realidade aumentada, mas não é que ela é realmente aumentada. A realidade não sofre alteração. O que está na sua mente é que é aumentado (com conhecimento que substitui a ignorância). Sua experiência é aumentada, sua vida é aumentada.

É por isso que a revolução da computação vestível é realmente uma revolução em aplicar a inteligência artificial e dados pessoais para dar a você as informações de que precisa, quando quiser. A parte de computação wearable simplesmente coloca essa informação em sua mente da forma mais direta possível.

Site: IDG Now!
Data: 11/02/2014
Hora: 09h
Seção: Mobilidade
Autor: Mike Elgan
Foto: ——
Link: http://idgnow.com.br/mobilidade/2014/02/10/por-que-a-computacao-vestivel-esta-esperando-pela-inteligencia-artificial/

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