A Presidência da República e os ministérios do Planejamento e das Comunicações serão os primeiros órgãos a ter instalada a nova versão do Expresso. Agora mais conhecido como o ‘e-mail seguro’ do governo, o programa é praticamente uma obrigação para os órgãos da administração direta.
É que o Decreto 8.135, do início do mês, prevê que “órgãos e entidades da União [administração direta, autárquica e fundacional] deverão adotar os serviços de correio eletrônico e suas funcionalidades complementares oferecidos por órgãos e entidades da administração pública federal”.
Para efeitos práticos, isso significa o Expresso, do Serpro. Segundo o presidente da estatal, Marcos Mazoni, essa primeira fase de implantação estará concluída até 10 de dezembro. Outros órgãos – notadamente os demais ministérios – devem ter gradativamente instalados até julho do próximo ano.
Há diferentes estágios de uso. No Planejamento, o Expresso já é a ferramenta usada, apenas vai para a nova versão. Nas Comunicações, entra no lugar do Outlook, da Microsoft. Na Presidência da República, há tanto um como o outro em uso.
O programa será instalado em sua terceira versão, mas uma mudança fundamental será adotada em breve. Por enquanto, a criptografia se vale do sistema de chaves públicas desenvolvido pela Universidade Federal de Santa Catarina – o mesmo do ICP-Brasil. Mas será substituído pelos algoritmos da Abin.
“Já estamos preparando isso, de forma que teremos a criptografia desenvolvida pelo Cepesc”, diz Mazoni, que nesta terça-feira, 12/11, participou de audiência na CPI da Espionagem. Segundo ele, o uso dessa ‘criptografia de Estado’ virá na versão 4 do Expresso ou em uma atualização antes mesmo disso.
Site: Convergência Digital
Data: 12/11/2013
Hora: 16h24
Seção: Internet
Autor: Luís Osvaldo Grossmann
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=35388&sid=4#.UoJ7N3DTllw