A ausência de compartilhamento de infraestrutura prejudica a prestação de serviços e o próprio interesse nacional. A queixa é do presidente da Dataprev, Rodrigo Assumpção, ao destacar problemas enfrentados para atender demandas governamentais motivados por “desenhos comerciais”.
“As telecomunicações são um gargalo por embates e desenhos comerciais. Meu problema de deficiência no atendimento em parte da rede se deve a disputas entre operadoras. Não há nada de novo aqui. Temos um modelo baseado na competição pela infraestrutura”, lamentou Assumpção, ao participar da abertura do seminário Redes 2012, organizado pela Network Eventos, em Brasília.
Um dos efeitos práticos, lembrou, se dá em concorrências de serviços vencidas por empresas que precisam utilizar a infraestrutura de outras prestadoras. “Precisamos de compartilhamento de redes. Esses modelos comerciais não servem ao interesse público”, completou o presidente da Dataprev.
O Ministério das Comunicações ressaltou que ao longo do último ano e meio focou esforços na redução dos custos e da burocracia para a implantação de novas redes. “Está praticamente pronta a regulamentação da Lei 12.715, que prevê o Regime Especial do PNBL e a regulamentação do direito de passagem”, disse o diretor de banda larga da secretaria de Telecomunicações, Artur Coimbra.
Nesta quarta-feira, 26/09, em São Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que está “costurando” um acordo firmado entre as teles para o compartilhamento de antenas e torres. Ideia é facilitar a oferta de serviços. O Plano Nacional de Metas de Competição (PGMC) – com previsão de ser aprovado em outubro pela Anatel – virá com a obrigação do compartilhamento de infraestrutura.
Site: Convergência Digital
Data: 27/08/2012
Hora: 11h22
Seção: Governo
Autor: Luis Osvaldo Grossmann
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=31929&sid=11