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A pesquisa identificou 133 empresas que desenvolvem games no país, mas três em cada quatro delas é pequena – fatura até R$ 240 mil por ano – e no geral elas sofrem com as agruras costumeiras do empreendedorismo brasileiro, além das barreiras específicas desse mercado.
Segundo o BNDES, o cenário é de “insuficiente capacidade de desenvolvimento local de produtos, cujos principais indicadores são a quase inexistência de propriedade intelectual local e a fraca presença de jogos nacionais, tanto no mercado local e como no mercado internacional através de exportação”.
Há vários motivos para isso. O estudo – feito pela Fundação de Apoio à Universidade de São Paulo (FUSP) – indica que as cadeias de produção não estão bem estruturadas e sofrem com “ausência ou insuficiência de vários atores com papel relevante para o sucesso da indústria”.
São poucas desenvolvedoras e editoras locais, voltadas à produção de jogos de baixa complexidade. Até porque o orçamento é, no máximo, na casa das dezenas de milhares de reais – em um universo onde imperam os milhões de dólares. Lançado no ano passado, o Grand Theft Auto V custou US$ 225 milhões, mas faturou US$ 800 milhões apenas nas primeiras 24 horas.
Essas empresas “não se qualificam para obter créditos subsidiados junto aos bancos oficiais”, além de que a “característica intangível dos investimentos de jogos digitais eleva substancialmente o risco de crédito, dificultando as operações”. Não surpreende, assim, que a principal fonte de financiamento das 133 empresas sejam os próprios fundadores, suas famílias ou amigos.
Site: Convergência Digital
Data: 02/04/2014
Hora: 16h21
Seção: Inovação
Autor: Luís Osvaldo Grossmann
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=36378&sid=3#.Uz6qmKhkSSQ