O governo federal anunciou nesta quinta-feira um pacote de R$ 32,9 bilhões em investimentos para inovação na indústria brasileira. Desses, o equivalente a R$ 28,5 bilhões serão em investimento direto e R$ 4,4 bilhões relativos a instituições parceiras. Os recursos fazem parte do Programa Inova Empresa, que está sendo lançado no Palácio do Planalto.
Dos investimentos diretos, a maior parte – R$ 20,9 bilhões – é referente a crédito subsidiado, com juros de 2,5% a 5% ao ano, com prazo de até 12 anos, alavancagem de até 90% do total de cada projeto e prazo de quatro anos de carência até o início da amortização.
Outros R$ 1,2 bilhão serão emprestados a fundo perdido (subvenção econômica), R$ 4,2 bilhões em recursos não reembolsáveis e R$ 2,2 bilhões em renda variável.
Ao todo, a cadeia de agropecuária terá R$ 3 bilhões; petróleo e gás com R$ 4,1 bilhões; complexo industrial da saúde com R$ 3,6 bilhões; sustentabilidade socioambiental com R$ 2,1 bilhões; complexo aeroespacial e defesa com R$ 2,9 bilhões; energia com R$ 5,7 bilhões; e tecnologia da informação (TICs) com R$ 2,1 bilhões.
Os principais objetivos do novo pacote do governo são estimular instituições de pesquisa e desenvolvimento (P&D) a realizar prospecção de projetos empresariais e arranjos cooperativos para inovação e criar um ambiente favorável à formação de recursos humanos.
A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (14/03), durante lançamento do Plano Inova Empresa, que a mobilização dos empresários e do governo pela inovação é um dos principais desafios para o País. Segundo ela, é preciso várias instituições, empresas e a presença do governo em termos de financiamentos e questões tributárias para que o Brasil seja mais produtivo, e menos desigual, e para que a economia tenha produtividade elevada.
Dilma disse que o País possui hoje meios para induzir o desenvolvimento. “Esgotamos um padrão de economia baseado na substituição de importações, porque hoje temos empresas que se internacionalizam, mas sobretudo porque a economia brasileira exige hoje um padrão de agregação de valor”, afirmou.
A presidente disse também que, sem agregar valor, o País será apenas um grande produtor de commodities. “Não é isso que o País merece. Inovar, para o Brasil, é uma questão que está à altura de seu potencial.”
Site: Época Negócios
Data: 14/03/2013
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Seção: Notícias
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