Operadoras questionam exigências para investir em redes

Executivos das maiores operadoras brasileiras se reuniram na quinta-feira (30/08) em Brasília. Em discussão, estava o tema como “fechar a conta” entre a grande quantidade de investimentos que estão sendo exigidos e a potencial geração de receita.

Com o forte avanço no tráfego de dados e o aumento das exigências pela melhora nos serviços, as operadoras argumentam que será necessário criar um modelo de maior rentabilização para suas redes. Caso contrário, os usuários correrão o risco de amargar uma queda em qualidade.

“Se você pega a receita menos os custos, menos o que a gente paga de tributos, menos o que a gente investe, o fluxo de caixa das operadoras é muito perto de zero, você não tem toda essa gordura de sobra para continuar investindo”, afirmou o presidente da Oi, Francisco Valim, durante evento da Telebrasil. De acordo com o presidente da Telefônica Brasil, AntonioCarlos Valente, o setor de telecomunicações investiu uma média de 21% de sua receita anualmente nos últimos 14 anos.

“São poucas as indústrias que investem esse percentual em uma base anual em relação a suas receitas”, afirmou Valente, acrescentando que, em valores atualizados, os investimentos do setor realizados no período atingiriam 390 bilhões de reais.

Na quarta-feira, a Telebrasil divulgou que as operadoras investiram 10 bilhões de reais no primeiro semestre de 2012, aumento de 11% sobre um ano antes. Um tema que tem preocupado as operadoras é a chamada neutralidade da rede irrestrita, na qual as empresas devem tratar igualmente as informações enviadas e recebidas pela rede. Assim, conteúdos que exigem mais capacidade, como vídeos, devem ser tratados da mesma maneira dos demais.

“O grande desafio é como os operadores participam desse conteúdo”, disse o presidente da Claro, Carlos Zenteno. “Você precisa de grandes investimentos para suportar esse crescimento muito grande do tráfego.”

As operadoras esperam poder cobrar dos provedores de conteúdo, como redes sociais e grandes portais, ou de usuários que utilizam muita capacidade pelo uso da rede. “A gente é correio: alguém manda um pacote e eu entrego o pacote… Se alguém quer o tráfego diferente, tem que pagar a mais”, defendeu Valim, da Oi.

Site: Revista Home Theater
Data: 31/08/2012
Hora: ——
Seção: HT OnLine
Autor: ——
Link: http://revistahometheater.uol.com.br/site/tec_noticias_02.php?id_lista_txt=8037

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