A maioria das empresas no Brasil não está preparada para processar o rápido crescimento de dados internos e externos, sustenta estudo da Frost &Sullivan, divulgado nesta segunda-feira, 17/02. De acordo com o levantamento, o aumento do volume de dados é tão grande que algumas rotinas e processos importantes de grandes empresas demoram muito para rodar com soluções tradicionais, o que incrementou a busca por soluções de big dat e analytics no país.
Diante desse cenário, a consultoria diz que a receita desse segmento alcançou U$243.6 milhões em 2013 e para, 2018, deverá chegar a U$965 milhões. “Projetos de big data possibitam para as empresas acessar informações relevantes que normalmente não são fáceis de ser encontradas ou analisadas”, diz o analista senior de TIC da Frost & Sullivan, Guilherme Campos.
Enquanto alguns negócios no Brasil estão cientes dos benefícios do big data, a maioria não sabe por onde nem como começar a se utilizar disso para seu próprio benefício. Algumas ofertas dos provedores de serviços também não estão claras o suficiente para ajudar os clientes a entender o retorno do investimento. A utilização de diferentes taxonomias pelos provedores para definir o que é big data e as diversas opções de investimentos tornam o mercado ainda mais obscuro.
A consultoria diz que, atualmente, a maior demanda dos usuários neste mercado é por serviços consultivos de como utilizar big data e capitalizar as suas vantagens. Provedores de serviços também estão trabalhando com universidades para treinar e preparar especialistas em suas soluções, ao mesmo tempo que estão desenvolvendo soluções mais ‘amigáveis’.
“Isto irá acelerar a adoção em empresas e verticais que já estão mais maduras para implementar soluções de big data, como finanças, telecom, manufatura e varejo”, comenta Campos.
“Investimentos em big data do governo crescerão exponencialmente nos próximos anos devido a busca por projetos que tragam maior agilidade, segurança e transparência sobre as informações do governo”.
Uma característica do mercado brasileiro Big Data, segundo o estudo, é o seu nível de concentração. Cinco fornecedores (os nomes não foram revelados) capturam 57,5% da receita total. A perspectiva, no entanto, é que em 2018 os níveis de concentração sejam menores, devido à feroz concorrência e a entrada de novos participantes no mercado.
Segundo ainda a pesquisa, já há setores que se destacam no uso do big data no país: finanças, especialmente com projetos de análise de fraude; telecomunicações, trabalhando em projetos para reduzir a sua taxa de churn; e o varejo, que começa a personalizar lojas físicas e sites de acordo com o perfil dos consumidores.
Site: Convergência Digital
Data: 17/02/2014
Hora: ——
Seção: Hotsite Cloud Computing
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=36026&sid=97#.UwJtR2LMSrE