<
Uma das recomendações é validar as ideias antes de lançar no mercado. “Se o pequeno negócio tiver uma cultura de testes e aprendizado, isso pode ser muito benéfico para a empresa”, afirma Pablo Ribeiro, gestor do Startup Network da Endeavor.
Para Frederico Lacerda, sócio fundador da 21212 Digital Accelerator, o empreendedor tem que focar no que realmente faz diferença para o negócio dele. “Não fazer tudo do zero e buscar ferramentas de baixo custo que já existam, por exemplo, softwares financeiros na nuvem”, ensina.
“Em uma startup, há burocracia, mas não tem um processo interno alongado, e sim mais dinâmico”, exemplifica Eric Hayashi, CTO e cofundador da synapseshub, plataforma que conecta empreendedores e oferece ferramentas para quem deseja criar negócios inovadores. Para José Jarbas, CEO e cofundador da eCRM123, startup especializada em gerenciamento de consumidores, conta que independente do porte da empresa, é preciso tratar bem o consumidor. Veja outras práticas que podem ser copiadas.
1 – Teste mais
Testar hipóteses e adaptar antes de lançar no mercado é uma recomendação dos especialistas. “Existem estratégias que, com custo baixo, você consegue construir um protótipo, testar o produto e depois investir”, afirma Jarbas. Investir muito dinheiro em uma ideia pode ser fatal para uma pequena empresa.
“Você tem que ter ferramentas e mecanismos para verificar os resultados. É preciso mensurar e entender essas informações e transformá-las em conhecimento”, ensina Ribeiro.
2 – Sonhe grande
Geralmente, uma startup tem a ambição de escalar e chegar ao maior número de pessoas possível. Para Ribeiro, um microempreendedor também pode ter o sonho de transformar sua loja em uma rede, por exemplo.
Para que isso se transforme em realidade, é preciso que o empresário busque referências no mercado, e não apenas da sua mesma área de atuação. “Um exemplo é buscar na Amazon as melhores práticas de atendimento ao cliente, mesmo que a sua empresa seja de outra indústria”, explica Lacerda.
3 – Incentive a união da equipe
A proximidade que existe entre o presidente de uma startup e um funcionário tem as suas vantagens. “Todo mundo pode opinar, são varias cabeças e várias opiniões”, afirma Jarbas. “Essa informalidade pode aproximar os funcionários”, completa Hayashi.
Meritocracia e valorização da pessoa são práticas que podem fazer com que o profissional cresça e a empresa também. “Isso tudo colabora para mais comprometimento e mais engajamento”, resume Ribeiro.
4 – Automatize os processos
Utilizar ferramentas que podem aumentar a produtividade da equipe permite que o pequeno empresário ganhe mais tempo para decidir assuntos estratégicos. “Normalmente, há áreas que não se conversam e não há debates para melhorar ou solucionar um problema”, afirma Hayashi.
“Procure ferramentas de compartilhamento de arquivos, planilhas e documentos de texto colaborativos, aplicativos de comunicação entre o time para diminuir a quantidade de e-mails e conversas de corredor, etc”, exemplifica Lacerda.
5 – Foque no seu consumidor
Uma das principais vantagens de ter um pequeno negócio é a proximidade do empresário com os seus consumidores. Para Jarbas, independente do porte da empresa, é preciso se atentar a coisas simples como retornar uma ligação ou um e-mail. “As empresas estão muito mais preocupadas em vender do que em focar no consumidor. Quando você perde um consumidor e ele começa a difamar a sua empresa, o prejuízo é muito grande” explica.
Site: Exame
Data: 23/07/2013
Hora: 6h
Seção: Empreendedorismo
Autor: Camila Lam
Link: http://exame.abril.com.br/pme/noticias/o-que-as-startups-tem-a-ensinar-sobre-empreendedorismo?page=1