O mar também é um mercado para a tecnologia do Rio

o mar também é um mercado para a tecnologia do rio

Robótica, sensores, análise de dados e automação podem aproximar empresas fluminenses das demandas da cadeia de energia

Quando se fala em tecnologia no Rio de Janeiro, é comum pensar em aplicativos, plataformas digitais e inteligência artificial. Mas uma das oportunidades mais concretas para o setor está no mar. A operação de plataformas e equipamentos submarinos exige soluções para inspecionar estruturas, interpretar dados, prevenir falhas e aumentar a segurança de atividades realizadas em condições extremas.

A ROG.e 2026, realizada de 21 a 24 de setembro no Riocentro, deu visibilidade a esse encontro entre energia e tecnologia. Em seu estande, a Petrobras apresentou um MiniROV, veículo submarino operado remotamente, e experiências sobre tecnologias aplicadas ao conhecimento geológico e à exploração em águas ultraprofundas. A programação também incluiu a nona edição do Prêmio Melhores Fornecedores da companhia.

Da demanda industrial à solução tecnológica

O ponto central vai além do que foi exibido no evento. Cada desafio da operação offshore pode gerar demanda por desenvolvimento tecnológico. Robótica e sensores ajudam a acompanhar equipamentos em locais de difícil acesso. Sistemas de análise de dados podem apoiar a manutenção e a tomada de decisões. Modelos digitais permitem simular operações e identificar riscos antes que se transformem em problemas no mundo físico.

Para empresas de tecnologia do Rio, essa cadeia representa a possibilidade de trabalhar com necessidades específicas de um setor presente no estado. Uma startup não precisa desenvolver uma solução completa para a indústria de petróleo e gás. Pode começar por um problema delimitado, construir uma resposta com parceiros técnicos e buscar formas de validá-la junto a potenciais clientes.

Há caminhos para essa aproximação. O programa Conexões para Inovação, da Petrobras, reúne iniciativas voltadas à colaboração com universidades, instituições de pesquisa, startups e empresas de diferentes setores para o desenvolvimento de soluções. A existência desses canais, contudo, não elimina as exigências técnicas e comerciais necessárias para transformar uma ideia em contrato.

Esse é um debate estratégico para o setor de TI fluminense. A proximidade com a indústria de energia pode ajudar empresas locais a conhecer problemas reais, desenvolver competências especializadas e alcançar outros mercados com soluções já testadas em ambientes complexos. Para isso, é preciso aproximar quem demanda tecnologia de quem pode criá-la, incluindo startups, empresas estabelecidas, universidades e centros de pesquisa.

A ROG.e terminou. Os desafios tecnológicos da operação no mar continuam. Para o Rio de Janeiro, a oportunidade está em fazer com que uma parcela maior das soluções usadas nessa cadeia também seja desenvolvida por empresas do estado.

Texto: Redação TI Rio
Curadoria Editorial: Bruno Nasser

Pesquise no TI RIO