A oferta cada vez maior de aparelhos que permitem acesso a várias fontes de conteúdo e os preços mais convidativos são os principais fatores responsáveis pelo crescimento do número de casas conectadas. Pelo menos, é o que indica a mais recente pesquisa da empresa especializada americana In-Stat, divulgada na semana passada. Segundo os dados obtidos, somente nos EUA já existem 17 milhões de residências que se enquadram no conceito de “casa conectada”, o que equivale ao dobro do que havia no final do ano passado.
“Apenas uma pequena parcela dos usuários está sabendo utilizar essas conexões”, explica Keith Nissen, diretor de pesquisas da In-Stat. O conceito, segundo ele, se aplica a todas as residências que possuem conexão de banda larga e dispositivos de acesso além do computador convencional. O estudo inclui nesse caso TVs, players Blu-ray, videogames e media centers que podem funcionar em rede. Nos EUA, a oferta de serviços de video-on-demand (VoD) e streaming de áudio e vídeo a partir de uma conexão de banda larga vem aumentando expressivamente, a ponto de levar muitos usuários a cancelarem suas assinaturas de TV a cabo.
Um dos problemas, segundo Nissen, é que os serviços desse tipo – como Netflix, Hulu – vêm atraindo apenas os usuários de computadores, tablets e smartphones, e ainda não seduziram os proprietários de TVs do tipo Smart. A maioria destes continua fiel à programação das emissoras abertas e da TV por assinatura. “Mas esse quadro deve mudar nos próximos anos”, diz o executivo. “Nossa previsão é de que até 2015 o número de usuários de VoD e streaming para TVs irá dobrar”.
Site: Revista Home Theater
Data: 13/12/2011
Hora: 10h
Seção: Notícias
Autor: ——
Link: http://revistahometheater.uol.com.br/site/tec_noticias_02.php?id_lista_txt=7608