Nova política industrial abre espaço de financiamento para empresas de tecnologia

inteligência artificial, software, transformação digital e projetos de inovação

Inteligência artificial, software, transformação digital e projetos de inovação estão entre as áreas contempladas pelos novos investimentos da Nova Indústria Brasil

As empresas de tecnologia estão entre os segmentos contemplados pela Nova Indústria Brasil (NIB), política industrial do governo federal que recebeu um reforço de R$ 140 bilhões e passa a reunir mais de R$ 750 bilhões em investimentos previstos até o fim de 2026.

Embora a política alcance diferentes setores da economia, uma parcela dos recursos será destinada a projetos de maior intensidade tecnológica. Inteligência artificial, transformação digital, desenvolvimento de software, bioeconomia, mobilidade sustentável, semicondutores, segurança cibernética, saúde digital e pesquisa aplicada estão entre as áreas estratégicas definidas pelo programa.

As linhas de crédito não são restritas às grandes indústrias. Startups, micro, pequenas, médias e grandes empresas podem apresentar projetos, desde que atendam aos critérios estabelecidos por cada modalidade. Dependendo do porte e das características do investimento, o acesso poderá ocorrer diretamente junto à Finep e ao BNDES ou por meio de instituições financeiras credenciadas.

Para as empresas de tecnologia, os recursos podem ser aplicados em projetos de pesquisa e desenvolvimento, criação de novos produtos, adoção de inteligência artificial, modernização de processos, ampliação da capacidade produtiva e desenvolvimento de soluções inovadoras.

Como funciona a Nova Indústria Brasil

Lançada em 2024, a Nova Indústria Brasil é a política industrial do governo federal voltada ao fortalecimento da capacidade produtiva nacional por meio do incentivo à inovação, à transformação digital e ao desenvolvimento tecnológico.

Dos novos recursos anunciados, R$ 102,5 bilhões serão operados pelo BNDES, com foco em expansão produtiva, modernização industrial e aquisição de equipamentos, e outros R$ 37,5 bilhões serão destinados pela Finep exclusivamente para pesquisa, desenvolvimento e inovação.

A política também prevê editais de subvenção econômica, apoio a projetos desenvolvidos em parceria com instituições de ciência e tecnologia, utilização do poder de compra do Estado e instrumentos voltados à inovação empresarial. Durante o anúncio, o governo lançou o portal Investe Indústria Brasil, destinado ao mapeamento de projetos de investimento e demandas do setor produtivo, e confirmou um aporte de R$ 400 milhões para a Embrapii, instituição que financia projetos cooperativos entre empresas e centros de pesquisa.

O que as empresas de TI precisam observar

Para as empresas interessadas, o primeiro passo é identificar qual modalidade melhor se adequa ao perfil do projeto. A Finep concentra os instrumentos voltados à pesquisa, desenvolvimento e inovação, enquanto o BNDES atua principalmente no financiamento da expansão produtiva, modernização das operações e aquisição de equipamentos.

A Nova Indústria Brasil está estruturada em seis missões estratégicas, que abrangem transformação digital, saúde, bioeconomia, infraestrutura sustentável, transição energética e desenvolvimento de tecnologias para defesa.

Na prática, a política amplia o conjunto de instrumentos públicos disponíveis para empresas que pretendem investir em inovação, desde que seus projetos estejam alinhados às diretrizes estabelecidas pelo programa.

Texto: Redação TI Rio
Curadoria Editorial: Bruno Nasser

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