“Não há mais dinheiro para negócios burros”

“Não há mais dinheiro para negócios burros”. Assim, de forma bastante direta, fornecedores e operadoras discutiram o impacto da computação na nuvem nos negócios de telecom, no Mobile World Congress, que acontece em Barcelona.

A arquitetura de cloud impõe mudanças e, rápidas, para os prestadores de serviços de telecom. As operadoras estão cientes que precisam fechar o seu papel nesse enredo e sabem que para se manterem como protagonistas não podem ser transformadas em meras carregadoras de bytes. Há ainda desafios para serem vencidos, entre eles, apostar na Inovação.

Para os fornecedores de serviços, apostar na ‘nuvem inteligente’ é um caminho sem volta para as teles. E nessa tendência é preciso ir muito além da oferta tradicional dos serviços tradicionais de banda larga com fio ou sem fio. É avançar em territórios ainda desconhecidos com produtos como monitoramento de segurança, saúde à distância, redes inteligentes, entre outros.

Fato é que as operadoras quando migraram da rede 2G para 3G, obtiveram o retorno do investimento de maneira mais rápida. Hoje, com o grande consumo de dados e com a chegada das redes 4G – que exigem grande aporte – as contas já não fecham com tanta facilidade.

O CEO da Deutsch Telekom, Rene Obermann, foi taxativo. “Nós não queremos ser meros transportadores de dados (dumb pipes). Temos que nos adequar e prestar serviços de qualidade para o consumidor”. No mundo, ao que parece, começa a existir um movimento das teles em direção desse novo mundo.

Nos Estados Unidos, por exemplo, a Comcast e a Verizon oferecem sistemas domésticos de segurança e gerenciamento de energia remotos. A Deutsch, assumiu Obermann, está indo nesta linha em busca de novos ares. “Precisamos mudar o foco. Deixamos de pensar só tecnologia para pensar em serviços para proteger nossas receitas. Temos que servir melhor o nosso cliente”.

No Brasil, apesar dos números que movem computação na nuvem, as operadoras, agora, começam a caminhar nessa área. Oi, Embratel e Telefônica desenham unidades de negócios para cloud, mas ainda patinam no melhor modelo de negócios e em como prestar serviços de qualidade ao cliente, em especial, no mercado corporativo.

* Com tradução da Cnet.news
 
Site: Convergência Digital
Data: 29/02/2012
Hora: 17h10
Seção: Cloud Computing
Autor: ——-
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=29370&sid=97

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