AI Summit Rio: TI Rio destaca protagonismo do Rio na corrida da inteligência artificial
23 de maio de 2026
Em meio à disputa global pela liderança em inteligência artificial, o Rio de Janeiro busca consolidar seu espaço como um dos principais polos brasileiros da nova economia impulsionada pela tecnologia. E a TI Rio esteve no centro desse debate durante a abertura da terceira edição do AI Summit Rio 2026, realizada nesta quarta-feira no Centro de Convenções do RB1, no Centro do Rio.
O presidente do TI Rio, Alberto Blois, participou da mesa de abertura do evento ao lado do CEO do Maravalley no Rio, Daniel Barros; do presidente da Softex, Christian Tadeu; do presidente da Assespro RJ, Robert Janssen; do presidente da Assespro Nacional, Deybson de Santana Cipriano; e do secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro, Gabriel Medina.
Rio quer transformar conhecimento em liderança tecnológica
Durante sua participação, Alberto Blois defendeu que o Rio de Janeiro já ocupa uma posição estratégica no cenário nacional de tecnologia e inovação, mas precisa reconhecer e potencializar sua própria capacidade científica, empresarial e produtiva.
“O Rio de Janeiro é protagonista no desenvolvimento tecnológico e na inovação do Brasil. A gente precisa reafirmar isso todos os dias. O Rio é forte em tudo. Nossas empresas dão conta da saúde, da segurança, do petróleo e gás, da inovação e da tecnologia”, afirmou.
Blois também destacou que o estado concentra um dos maiores polos de formação acadêmica do país, sendo líder na formação de mestres e doutores em números absolutos, o que transforma o capital humano em um dos principais ativos estratégicos fluminenses diante da corrida global por inteligência artificial.
“As melhores mentes e a formação dessas mentes estão no Rio. E nisso a gente é imbatível”, declarou.
Outro ponto ressaltado pelo presidente da TI Rio foi a necessidade de ampliar a articulação entre empresas, universidades, entidades do setor e poder público para transformar potencial tecnológico em desenvolvimento econômico concreto. Segundo ele, o estado possui um ecossistema diverso, distribuído por diferentes regiões e capaz de atuar em múltiplos segmentos da tecnologia.
Blois também defendeu o fortalecimento das compras públicas como ferramenta de estímulo à inovação, à competitividade e à geração de negócios para empresas de tecnologia do estado.
Inteligência setorial e dados como ativos estratégicos
Durante o debate, Alberto Blois também destacou a importância da produção de inteligência setorial para orientar políticas públicas, estratégias empresariais e decisões de investimento. O presidente da TI Rio citou o mapeamento realizado pela entidade, que identificou cerca de 30 mil CNPJs ligados ao setor de tecnologia no estado do Rio de Janeiro.
Saúde, games e serviços públicos no centro da IA
Na mesma linha, Gabriel Medina afirmou que o Rio reúne condições estratégicas para liderar o avanço da inteligência artificial no país, especialmente pela combinação entre produção científica, formação acadêmica e setores econômicos capazes de acelerar a adoção tecnológica.
Durante sua fala, o secretário destacou áreas como saúde, economia criativa, games, serviços para a indústria e tecnologia aplicada à gestão pública como segmentos capazes de impulsionar o desenvolvimento da IA no estado.
“O Rio constrói a imagem e a cultura brasileira. A gente tem um ativo de soft power gigantesco. O setor de games já ultrapassou o audiovisual e nós temos potencial para organizar esse ecossistema e transformar isso em desenvolvimento”, afirmou Medina.
Ao longo do primeiro dia do AI Summit Rio 2026, os debates giraram em torno dos impactos econômicos da inteligência artificial, dos desafios de infraestrutura, da necessidade de formação profissional e do papel estratégico do poder público na construção de um ecossistema tecnológico mais integrado, competitivo e conectado ao desenvolvimento do estado do Rio de Janeiro.