TI Rio e Instituto ECOA PUC-Rio lançam plataforma que transforma dados em inteligência para o setor de tecnologia

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Uma nova forma de enxergar e reorganizar o setor de tecnologia do Estado do Rio de Janeiro surge. Imagine poder realizar análises a partir de uma visão precisa sobre a dimensão do setor, sua distribuição territorial, seu potencial econômico e suas dinâmicas de crescimento, transformando dados dispersos em inteligência estratégica para orientar decisões. É isso que propõe o Mapa 2.0 da TI do Rio de Janeiro.

O Mapa 2.0 é uma plataforma digital que reúne, organiza e permite o cruzamento de dados estratégicos sobre o setor no estado. A ferramenta possibilita diferentes recortes e análises, oferecendo uma visão mais aprofundada do ecossistema fluminense e ampliando a compreensão sobre suas estruturas, tendências e oportunidades. Seu pré-lançamento aconteceu na Casa de Inovação da PUC-Rio, na última quarta-feira (15/04).

Desenvolvida em parceria entre a TI Rio e o Instituto ECOA PUC-Rio, a plataforma tem como base estudos como o Mapeamento do Setor de Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, conduzido pela TI Rio em parceria com a Softex e a Riosoft. Ao estruturar essas informações, o Mapa 2.0 evidencia padrões, tendências e oportunidades que antes estavam fragmentadas.

O que a plataforma revela sobre o setor

A plataforma permite uma leitura detalhada e dinâmica do setor de tecnologia no estado, reunindo diferentes camadas de informação em um único ambiente. Entre os dados disponíveis, é possível visualizar a distribuição geográfica das empresas de TIC, identificando a densidade por regiões, além de acompanhar a evolução da abertura de empresas ao longo dos anos, evidenciando o crescimento do setor. O sistema também permite analisar o perfil das empresas por porte, destacando a forte concentração de micro e pequenas empresas, bem como entender os tipos de pessoas jurídicas e suas áreas de atuação, como serviços ou educação. Outro diferencial é a possibilidade de cruzar informações sobre o acesso a mecanismos de fomento à inovação, como FINEP, Lei do Bem e InovaSimples, além de identificar empresas a partir da classificação de inovação baseada na Pintec/IBGE, ampliando a capacidade de leitura estratégica sobre o nível de inovação do ecossistema.

A apresentação foi conduzida pelo presidente da TI Rio, Alberto Blois, pelo coordenador central da PUC-Rio, Gustavo Robichez, e pelo diretor do Instituto ECOA PUC-Rio, Rafael Nasser. Durante o encontro, além da demonstração da ferramenta e dos dados disponíveis, os participantes puderam sugerir novos recortes e possibilidades de aprimoramento da plataforma. O evento reuniu representantes da academia, lideranças empresariais e autoridades públicas.

Entre os presentes, o secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro, Gabriel Medina, destacou o papel estratégico da iniciativa. “O Rio de Janeiro tem um ativo fundamental, que é a capacidade de produzir conhecimento e inovação. Quando organizamos esses dados de forma estruturada, conseguimos transformar potencial em planejamento e desenvolvimento concreto.”

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Gabriel Medina – Secretário de Ciência e Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro

A distribuição do setor no território

A distribuição do setor no território revela uma forte concentração na capital. Ao mesmo tempo, o avanço de polos no interior e na Região Metropolitana passa a se tornar mais visível e mensurável, abrindo novas possibilidades de desenvolvimento regional.

Nesse sentido, o representante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Petrópolis, Ary Pinheiro, ressaltou o impacto da iniciativa para o planejamento local. “Ter acesso a dados estruturados permite que os municípios planejem melhor suas ações, atraiam investimentos e fortaleçam seus próprios ecossistemas de inovação.”

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Ary Pinheiro – Representante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Petrópolis

A integração entre cidades também aparece como um dos efeitos diretos dessa nova leitura. Para o secretário municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia de Niterói, Rodrigo Ramalho, a ferramenta amplia a capacidade de articulação regional. “Quando você enxerga o ecossistema de forma conectada, as decisões passam a ser mais inteligentes. Isso fortalece não só os municípios individualmente, mas todo o estado.”

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Rodrigo Ramalho – Secretário Municipal de Inovação, Ciência e Tecnologia de Niterói

Os dados por trás da transformação do setor

Os dados que alimentam o Mapa 2.0 refletem um setor em amadurecimento, com predominância de pequenas e médias empresas, equipes enxutas e alta especialização, além de crescente adoção de modelos híbridos e investimentos em áreas como inteligência artificial e segurança da informação.

Na avaliação institucional, a consolidação dessa ferramenta representa um avanço na forma como o setor se organiza e se projeta. “Mais do que uma nova ferramenta, o Mapa 2.0 sinaliza uma mudança na forma como o Estado do Rio de Janeiro passa a se relacionar com o seu próprio setor de tecnologia, inaugurando uma lógica baseada em dados, leitura estruturada e inteligência setorial”, afirmou o presidente da TI Rio, Alberto Blois.

Inteligência setorial

A construção do Mapa 2.0 reforça o papel da TI Rio como fonte de inteligência setorial. O Mapeamento do Setor de Tecnologia do Estado do Rio de Janeiro constitui a base de dados da ferramenta, que será continuamente otimizada com os demais estudos e pesquisas realizados pela entidade, como a Pesquisa TI Rio de RH.

Com isso, a plataforma se consolida como um ambiente integrado de informação, reunindo e atualizando periodicamente os dados produzidos pela TI Rio. A proposta é ampliar continuamente a capacidade de análise do setor, garantindo um retrato cada vez mais fiel, dinâmico e estratégico do ecossistema de tecnologia no estado do Rio de Janeiro.

Texto: Bruno Nasser

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