
Por Theonácio Lima Júnior
O Open Finance brasileiro representa uma das maiores evoluções do sistema financeiro digital no mundo. Liderado pelo Banco Central, o modelo trouxe um novo nível de integração, competitividade e personalização de serviços financeiros, permitindo que consumidores compartilhem seus dados bancários entre instituições autorizadas de forma estruturada e padronizada.
Porém, junto com a inovação surge um desafio extremamente sensível: como equilibrar conveniência, inteligência financeira e experiência do usuário sem comprometer a privacidade e a proteção de dados pessoais?
Esse é exatamente o ponto onde Open Finance e LGPD passam a caminhar de forma inseparável.
O compartilhamento de dados no Open Finance
O Open Finance permite que clientes autorizem o compartilhamento de:
histórico bancário;
movimentações financeiras;
perfil de consumo;
operações de crédito;
investimentos;
dados cadastrais;
comportamento financeiro.
Na prática, isso possibilita:
ofertas mais personalizadas;
melhores condições de crédito;
maior competitividade entre instituições;
automação financeira;
experiências digitais mais inteligentes.
Porém, também amplia significativamente a exposição de dados extremamente sensíveis e detalhados sobre a vida financeira dos usuários.
Consentimento e portabilidade sob a ótica da LGPD
A LGPD trouxe princípios fundamentais que impactam diretamente o Open Finance:
consentimento;
finalidade;
necessidade;
transparência;
segurança;
minimização de dados;
portabilidade.
O consentimento do usuário passou a ser peça central desse ecossistema.
Mas aqui existe um ponto extremamente importante: consentimento não pode ser tratado apenas como uma formalidade operacional.
Ele precisa ser:
livre;
informado;
inequívoco;
transparente;
rastreável;
revogável.
Além disso, as empresas precisam garantir que o compartilhamento ocorra apenas dentro da finalidade autorizada pelo titular.
O princípio da minimização de dados
Talvez um dos maiores desafios do Open Finance esteja justamente na minimização de dados.
A pergunta que as empresas precisam fazer não é:
“Quais dados eu consigo obter?”
Mas sim:
“Quais dados eu realmente preciso tratar?”
Esse é um ponto crítico.
Quanto maior o volume de dados financeiros compartilhados:
maior a superfície de exposição;
maior o impacto de um eventual incidente;
maior o risco regulatório;
maior o impacto reputacional.
A minimização de dados se torna essencial para reduzir:
riscos de vazamentos;
uso excessivo de informações;
tratamentos desnecessários;
exposição financeira do titular;
riscos operacionais.
Segurança da Informação e riscos financeiros
Dados financeiros possuem altíssimo valor estratégico.
Por isso, ambientes de Open Finance exigem:
autenticação robusta;
criptografia;
rastreabilidade;
segregação de acessos;
monitoramento contínuo;
trilhas de auditoria;
gestão de vulnerabilidades;
resposta a incidentes;
governança de APIs;
controle sobre terceiros.
O desafio atual não está apenas em compartilhar dados com eficiência, mas em garantir que o compartilhamento aconteça com segurança, transparência e governança.
Conveniência versus exposição de dados
O consumidor moderno deseja:
praticidade;
personalização;
rapidez;
integração financeira.
Mas muitas vezes não percebe o nível de detalhamento dos dados compartilhados. E isso exige enorme responsabilidade das instituições financeiras, fintechs e empresas de tecnologia.
O Open Finance precisa ser sustentado por:
confiança;
privacidade;
segurança;
transparência;
governança corporativa.
Sem isso, o próprio ecossistema perde credibilidade.
O Open Finance representa um marco na transformação digital do sistema financeiro brasileiro. Porém, sua evolução precisa caminhar lado a lado com LGPD, governança e Segurança da Informação.
A proteção de dados financeiros deixou de ser apenas obrigação regulatória. Hoje ela é elemento estratégico de confiança, sustentabilidade operacional e competitividade.
A TAVTEC — empresa que tenho orgulho de representar — pode ajudar sua organização a seguir o caminho da conformidade, da maturidade operacional e da confiança digital.
Mais do que evitar multas, seguir a LGPD é uma forma de gerar confiança nos clientes e parceiros, mostrando profissionalismo e respeito pela privacidade.
Pessoal ….. é a minha opinião e a minha visão. Podemos conversar, esclarecer, auxiliar, comentar e tudo mais que temos direito. E pode fazer em conjunto com você, leitor, será totalmente motivacional para todos.
E deixo um convite: se sua empresa deseja evitar esse tipo de exposição, entender como se proteger juridicamente, ou fortalecer seus controles de segurança e privacidade, vamos conversar sem compromisso.
Theonacio Lima Junior
Membro GovDADOS | APDADOS®| ANADD® | Conselho Municipal Proteção de Dados Prefeitura RJ-CMPDPP/RJ | Comissão Proteção de Dados e Educação Digital OAB/MG |Diretor TAVTEC e TIRIO| Prof ESIAB(Escola Sup Instituto Advogados)