A KasperskyLab, em parceria com a Impact e Symantec, encontraram evidências de três programas maliciosos ainda desconhecidos que possuem envolvimento com o Flame, campanha de ciberespionagem patrocinada por governos.
De acordo com as companhias, a natureza dos outros vírus ainda é desconhecida. No entanto, um dos objetos maliciosos relacionados ao Flame já está sendo disseminado. Outro resultado importante da análise é que o desenvolvimento da plataforma do Flame foi iniciado em dezembro de 2006. Há indícios de que o sistema ainda esteja em processo de desenvolvimento, pois foi encontrado um novo protocolo ainda não implementado, chamado “RedProtocol”. A modificação mais recente do código foi feita em 18 de maio de 2012 por um dos programadores.
“Foi difícil estimar a quantidade de dados roubados pelo Flame, até mesmo após a análise de seus servidores de comando e controle. Os criadores do Flame encobriram seus rastros muito bem. Mas um erro dos invasores nos ajudou a descobrir mais dados que um servidor pretendia manter. Baseado nisso, pudemos ver que mais de 5 GB de dados foram carregados neste servidor em uma semana, de mais de 5 mil máquinas infectadas. Certamente esse á um exemplo de ciberespionagem realizada em escala massiva”, comentou Alexander Gostev, Especialista Chefe em Segurança da Kaspersky Lab.
Sobre o Flame
O Flame surgiu pelo menos cinco anos atrás e é o mais sofisticado programa de espionagem cibernética já descoberto. O vírus é capaz não apenas de espionar, mas de sabotar sistemas de computação e é provável que o programa tenha sido usado para atacar o Irã em abril deste ano.
Segundo as empresas de antivírus, parte do código do Flame foi associado ao Stuxnet, arma cibernética supostamente usada pelos Estados Unidos e Israel para atacar o programa nuclear do Irã.
Site: Olhar Digital
Data:17/09/2012
Hora: 15h30
Seção: Segurança
Autor: ——
Link: http://olhardigital.uol.com.br/produtos/seguranca/noticias/malware-relacionado-ao-flame-esta-em-operacao–