Não há dúvida de que o número de dispositivos ligados à internet vai continuar aumentando velozmente. Mas, aonde vamos chegar com isso? Um estudo da Cisco prevê que a “internet de todas as coisas” (IoE na sigla em inglês) terá um valor econômico de 14,4 trilhões de dólares em uma década.
Essa conta considera os efeitos nas empresas privadas do mundo inteiro à medida que máquinas e pessoas se tornam conectadas pela internet. São conexões de três tipos: máquina a máquina (M2M), pessoa a pessoa (P2P), e máquina a pessoa (P2M ou M2P). Obviamente, as pessoas em questão estarão conectadas por meio de dispositivos como smartphones, tablets e computadores.
Na análise da Cisco, o maior valor econômico (45% do total) está nas conexões M2M. Elas vão permitir a construção de fábricas inteligentes, a economia de energia via smart grids e a montagem de uma variedade de sistemas de controle e troca automática de informações.
A empresa calcula que, em 2000, havia 200 milhões de equipamentos conectados à internet. Era um momento de transição, em que a computação fixa atingia a maturidade e a era da mobilidade começava. Com os dispositivos móveis, chegamos a 10 bilhões de coisas conectadas.
Agora, na visão da Cisco, estamos em outra transição, da era da mobilidade para a IoE. Em 2020, serão 50 bilhões de coisas conectadas. Um dos requisitos técnicos para isso é a mudança do sistema de endereçamento da internet, do IPv4 para o IPv6. No momento, esses dois sistemas convivem na rede.
Site: Info
Data: 27/02/2013
Hora: 10h08
Seção: Mercado
Autor: Maurício Grego
Link: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/internet-das-coisas-pode-movimentar-us-14-4-tri-ate-2022-01032013-12.shl