Internacionalização do Pix avança

internacionalização do pix avança

O Pix começou a ultrapassar as fronteiras brasileiras e dá sinais de que pode se transformar em uma nova etapa da internacionalização dos pagamentos digitais. O sistema de pagamento instantâneo, criado pelo Banco Central do Brasil, já começa a ser aceito em estabelecimentos de países da América Latina, como Paraguai e Argentina, além de pontos comerciais em países europeus como França, Portugal e Espanha.

De acordo com matéria publicada pelo portal InfoMoney, o movimento acontece impulsionado pelo fluxo crescente de turistas brasileiros no exterior e pela expansão de plataformas financeiras capazes de integrar sistemas de pagamento de diferentes países. Na prática, o consumidor consegue realizar compras fora do Brasil utilizando o próprio aplicativo bancário, escaneando um QR Code e pagando diretamente em reais, enquanto o lojista recebe em moeda local.

“Com o fluxo intenso de brasileiros em determinados países, alguns lojistas passaram a aceitar Pix. O consumidor só precisa escanear o QR Code, como faz aqui, e realizar o pagamento instantâneo em reais pelo aplicativo do banco”, afirma Helene Romanzini, líder de Produto da Wise no Brasil.

Embora a experiência para o usuário seja semelhante à de uma compra doméstica, a operação depende de uma estrutura tecnológica complexa. O estabelecimento gera um QR Code já com conversão automática para reais, permitindo que a transação aconteça instantaneamente. O modelo elimina etapas como compra antecipada de moeda estrangeira e reduz a dependência de cartões internacionais.

Por trás dessa transformação está a criação de redes de interoperabilidade financeira entre países. Um dos exemplos é a plataforma RoamingPay, desenvolvida pela PagBrasil, que conecta sistemas de pagamento instantâneo como o Pix, o Transferencias 3.0 da Argentina, o SIPAP do Paraguai e o Bre-B da Colômbia.

“O próximo passo é conectar globalmente esses sistemas de pagamento, que estão se tornando uma infraestrutura estratégica”, afirma Ralf Germer, co-CEO da PagBrasil. Segundo a empresa, a expectativa é movimentar cerca de US$ 600 milhões já no primeiro ano de operação da solução.

O avanço do Pix fora do Brasil também reforça uma mudança mais ampla no mercado financeiro global. Sistemas de pagamento instantâneo passam a disputar espaço não apenas como ferramentas bancárias locais, mas como estruturas capazes de redefinir transações internacionais, turismo, comércio e circulação digital de dinheiro em tempo real.

Texto: Redação TI Rio
Curadoria Editorial: Bruno Nasser

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