Inteligência Artificial impulsiona novo ciclo de startups no Brasil

inteligência artificial impulsiona novo ciclo de startups no brasil

De acordo com publicado na Forbes, o Brasil atravessa um dos ciclos mais intensos de transformação do seu setor de tecnologia. Um levantamento da Value Capital Advisors aponta que o número de startups brasileiras dedicadas a soluções de Inteligência Artificial saltou de 352, em 2016, para 975 em 2025. O crescimento de 177% em menos de uma década evidencia uma mudança estrutural no ecossistema de inovação do país.

A Inteligência Artificial deixou de ocupar o lugar de aposta futura e passou a integrar, de forma concreta, as estratégias de eficiência, escala e competitividade das empresas nacionais. Hoje, a tecnologia já sustenta decisões de negócio, otimização de processos e novos modelos de operação em diferentes setores da economia.

Entre especialização e transversalidade

A expansão do mercado brasileiro de IA se organiza em duas frentes complementares. De um lado, startups altamente especializadas concentram esforços na resolução de dores específicas de setores como agronegócio, saúde e jurídico. De outro, empresas com propostas multissetoriais desenvolvem soluções transversais, como plataformas de análise de dados, chatbots e sistemas de inteligência de negócios aplicáveis a diferentes segmentos.

Do ponto de vista tecnológico, o país demonstra um grau crescente de maturidade. Além do uso consolidado de machine learning, o ecossistema nacional avança rapidamente em Inteligência Artificial Generativa e Processamento de Linguagem Natural, elevando o nível de sofisticação da interação entre humanos e sistemas automatizados.

Crescimento acelerado, mapa desigual

Apesar da expansão consistente, o mapa da inovação em IA no Brasil ainda revela forte concentração regional. O Sudeste reúne 71,18% das startups do setor. São Paulo lidera com 56% do total nacional, seguido por Minas Gerais, com 7,6%, e pelo Rio de Janeiro, com 6,9%.

As demais regiões avançam em ritmos mais lentos. O Sul concentra 17,74% das startups de IA, o Nordeste 5,54%, o Centro Oeste 4,21% e o Norte apenas 1,31%. Para Daniel Lasse, CEO da Value Capital Advisors, o desafio dos próximos anos está na descentralização desse polo de inovação, de modo a ampliar o alcance do desenvolvimento tecnológico em todo o território nacional.

Menos promessa, mais valor concreto

O atual estágio do mercado também indica uma mudança no perfil dos investimentos. Segundo Lasse, o avanço da Inteligência Artificial no Brasil passa agora pela resolução de ineficiências reais. O foco se desloca da narrativa de futuro para modelos de negócio maduros, capazes de combinar aplicação prática com geração de valor mensurável.

Texto: Redação TI Rio
Curadoria Editorial: Bruno Nasser

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