
A inteligência artificial vem deixando de ser um recurso restrito a grandes corporações e passa, de forma crescente, a integrar a rotina das pequenas e médias empresas de tecnologia no Brasil. Um novo artigo publicado pelo Observatório Softex analisa como esse movimento está alterando processos, produtos e estratégias de negócio das PMEs do setor, além de apontar ganhos concretos e desafios que ainda limitam uma adoção mais ampla.
De acordo com o estudo, as PMEs ocupam um papel central na cadeia de desenvolvimento de software e serviços digitais no país. No entanto, muitas ainda operam com restrições estruturais que dificultam avanços mais consistentes em inovação. Nesse cenário, a inteligência artificial surge como um fator de reconfiguração da transformação digital, que deixa de ser apenas um esforço de informatização e passa a envolver a incorporação contínua de tecnologias avançadas nas decisões e operações do negócio.
O artigo destaca que a IA já atua de maneira transversal nas empresas, muitas vezes sem ser percebida de forma explícita. Seus efeitos aparecem na automação de tarefas, na análise de dados, no apoio à tomada de decisão e na personalização de soluções oferecidas aos clientes. Esses impactos se refletem diretamente em ganhos de eficiência operacional, redução de custos e novas possibilidades de geração de receita.
Com base em indicadores nacionais e internacionais, o levantamento traça um panorama do nível de maturidade digital das PMEs de tecnologia brasileiras. Entre os principais obstáculos à adoção mais consistente da IA estão a baixa disponibilidade de dados estruturados, limitações de infraestrutura computacional, dificuldade de acesso a profissionais qualificados e preocupações relacionadas à segurança da informação. O estudo aponta que esses fatores influenciam diretamente a capacidade das empresas menores de adotar a IA de forma responsável e sustentável.
A análise também dialoga com o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, evidenciando como políticas públicas e instrumentos de apoio podem ser decisivos para ampliar o acesso das PMEs a essas tecnologias. Segundo o Observatório Softex, a consolidação da IA no segmento depende não apenas de soluções técnicas, mas de ambientes regulatórios, financeiros e institucionais compatíveis com a realidade das empresas de menor porte.
Além do diagnóstico, o artigo apresenta exemplos concretos de uso da IA em áreas como operações, marketing, vendas, finanças e desenvolvimento de produtos. Ao mesmo tempo, chama atenção para riscos associados à governança, à transparência dos sistemas e à conformidade regulatória, defendendo abordagens proporcionais ao porte das empresas e às exigências dos mercados em que atuam.
O conteúdo se encerra com recomendações práticas e a indicação de instrumentos capazes de apoiar a adoção da inteligência artificial com impacto real nas PMEs de tecnologia. A expectativa é que essas iniciativas contribuam para reduzir desigualdades competitivas e fortalecer o ecossistema digital brasileiro como um todo.
A íntegra do artigo “Transformação Digital e o impacto da IA para PMEs do setor de tecnologia” pode ser acessada gratuitamente no site do Observatório Softex.
Texto: Redação TI Rio