Será que a sua memória é tão boa quanto costumava ser?
Se ela precisa de uma “mãozinha”, um dia você poderá utilizar um dispositivo do tamanho de um broche ou um fone de ouvido Bluetooth para registrar suas atividades diárias e conversas. Assim, dias ou anos mais tarde, você pode conseguir um lembrete digital sobre uma reunião importante ou pôr do sol particularmente bonito.
O chefe evangelista da Intel, Manny Vara, disse em uma entrevista que os computadores portáteis podem ser realidade entre dois e cinco anos.
A Intel está trabalhando na criação de pequenos microprocessadores que dariam vida ao computadores “vestíveis” (chamados de wearable computers). Ao contrário de algumas tentativas iniciais, onde foram desenvolvidos dispositivos muito volumosos, estes seriam pequenos, leves e convenientes.
“Eles serão computadores portáteis muito pequenos e discretos”, disse Vara à Computerworld, durante a conferência European Research and Innovation Conference da Intel. “Imagine usar algo que informaria a você, antes de apertar a mão de alguém, que aquela pessoa é Maria e que ela vai dizer onde você a conheceu.”
O executivo disse que viu as primeiras versões de computadores portáteis que tinham o tamanho da palma da mão e possuiam um cabo grosso, que levava a um grande dispositivo de memória, o qual tinha que ser carregado por onde quer que o usuário fosse. “O conceito funcionou, mas você nunca iria usá-lo porque seria ridículo”, acrescentou. Os dispositivos que ele está falando seriam muito menores e mais leves.
Para chegar lá, a Intel está trabalhando em chips de computador menores que os seus processadores Atom de baixa voltagem, utilizados em celulares e tablets. De acordo com ele, os chips podem ter menos que a metade, ou mesmo que um quarto, do tamanho de um chip Atom.
“Com o Atom, estamos falando de cerca de 1, 2 ou até 3 watts. Nestes, a faixa seria de mili-watts”, disse Vara. “Estamos estudando as possibilidades.”
Para ajudar a reduzir o tamanho e o poder desses pequenos chips, o executivo disse que eles provavelmente não terão o conjunto de instruções normalmente encontrados em um microprocessador. “Potencialmente, poderia ter gráficos embutidos”, explica. “Por enquanto é tudo muito recente. Então estamos procurando algo que faz sentido colocarmos lá dentro. Você gostaria de ter um pouco de memória embutida, talvez alguns gráficos, porque você gostaria de ter apenas um chip, ou talvez dois. Mas você vai querer mantê-los pequenos.”
Site: IDG Now!
Data: 24/10/2012
Hora: 10h
Seção: Últimas Notícias
Autor: Sharon Guadin
Link: http://idgnow.uol.com.br/internet/2012/10/23/intel-se-esforca-para-desenvolver-chips-para-computadores-vestiveis/