Animada com a demanda dos brasileiros por equipamentos eletrônicos, a Intel calcula triplicar a venda de computadores no país até 2015. A expectativa tem como base o crescimento nas vendas nos últimos quatro anos, período em que a América Latina em geral, e o Brasil especificamente, ampliou a participação no mercado mundial de dispositivos. Ainda assim, permanecem distantes estratégias para uma produção nacional de chips.
“O computador pessoal continua o dispositivo mais atrativo, a frente até dos celulares, para acessar a Internet. E o consumo per capita no Brasil, comparado com outros emergentes, é o maior”, diz o diretor-geral da empresa para a América Latina, Steve Long.
Nas contas da Intel, que promove nesta semana um evento para jornalistas de TI em Salvador-BA, nos primeiros 26 anos desde a invenção do PC, os países latinos compraram 135 milhões de equipamentos, mesma quantidade vendida nos últimos quatro anos, quando a participação da região no mercado mundial passou de 6% para 10%.
O Brasil representa 40% dessa fatia latino-americana e, segundo a Intel, é também onde o crescimento é mais acelerado – estima-se que a demanda de tráfego de dados no país vá crescer oito vezes até 2015, o que significa o dobro do ritmo mundial.
Não é por menos, portanto, que a fabricante prometa uma série de investimentos e parcerias no Brasil. Alguns deles voltados a melhorias em qualidade e preço da banda larga – a serem anunciados até dezembro em conjunto com as teles – e pelo menos um no segmento de displays e sensores, em ação partilhada com a Petrobras.
“Vamos triplicar o negócio em cinco anos”, promete o presidente da Intel no Brasil, Fernando Martins, elogiando o que já se tornou o terceiro maior mercado de computadores do planeta – e que por isso mesmo sediará, em 2012, o Intel Developers Forum, maior evento mundial da companhia. Mesmo assim, falta musculatura para atrair a fabricação dos semicondutores.
“Mais do que os atrativos próprios e do mercado interno, isso depende de uma questão de escala global”, explica Martins. Ele sustenta, porém, que a Intel conta com três participações diretas em design houses brasileiras e que, também via parcerias, algum encapsulamento já é feito no país.
Site: Convergência Digital
Data: 18/11/2011
Hora: 12h48
Seção: Inovação
Autor: Luís Osvaldo Grossmann
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=28393&sid=3