Inovação em Energia: UFRJ e Petrobras lançam Centro de IA para Descarbonização

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A inauguração de um novo centro de pesquisa dedicado à captura e ao armazenamento de carbono, no Parque Tecnológico da Ilha do Fundão, marca um passo estratégico para o Rio de Janeiro e consolida o estado como um dos principais polos de Pesquisa e Desenvolvimento em GreenTech aplicada à indústria pesada na América Latina. A iniciativa resulta de uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Petrobras, que passa a empregar inteligência artificial como eixo central de suas estratégias de descarbonização.

O projeto conecta a infraestrutura de supercomputação e a densidade científica da UFRJ às demandas concretas da Petrobras por soluções de emissão líquida zero. Mais do que um laboratório, o centro simboliza a convergência entre academia e indústria em torno de um desafio global: reduzir emissões sem comprometer a eficiência de sistemas energéticos complexos. Esse movimento reforça a vocação fluminense para liderar a transição energética, apoiado por uma das maiores concentrações de doutores e laboratórios de alta complexidade do continente.

A ciência por trás do clima

No núcleo das pesquisas estarão modelos avançados de IA capazes de simular o comportamento do CO₂ em reservatórios geológicos, além de otimizar rotas de transporte e processos de injeção do gás. Com isso, torna-se possível prever com elevada precisão a segurança do armazenamento de longo prazo, reduzir custos operacionais e acelerar a estratégia de descarbonização da Petrobras.

Além da captura direta, o centro também desenvolverá Digital Twins (Gêmeos Digitais) para refinarias e unidades industriais. Esses modelos virtuais permitirão que algoritmos identifiquem padrões de consumo energético e recomendem ajustes em tempo real, reduzindo a pegada de carbono das operações atuais de petróleo e gás sem comprometer desempenho ou confiabilidade.

O Rio como polo de GreenTech

A criação do centro não é um fato isolado, mas parte de um processo mais amplo de consolidação do Rio de Janeiro como polo global de tecnologia verde. Ao integrar a expertise operacional da Petrobras com a força acadêmica da UFRJ, uma das principais formadoras de talentos em engenharia e ciência de dados do país, o estado reforça sua posição estratégica na inovação aplicada à infraestrutura pesada.

Esse ecossistema tende a atrair não apenas pesquisadores, mas também startups e empresas de serviços tecnológicos interessadas em se inserir na cadeia de valor da descarbonização. O resultado é um ambiente fértil para inovação, capaz de dialogar diretamente com investidores internacionais atentos a critérios ESG (Ambiental, Social e Governança)

Texto: Redação TI Rio

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