A Tecnologia da Informação (TI) passa por um momento de transformação. Antes voltada especificamente para as empresas, agora se volta também aos usuários. A conclusão é do cientista-chefe da IBM Research Brasil, Fábio Gandour, que palestrou ontem na Business IT South America (Bits), no Centro de Eventos da Fiergs.
O assunto, de acordo com o palestrante, era tratado com certa solenidade e pompa. Ficava, portanto, longe da população. “Antigamente, os fabricantes de TI não estavam nem aí para o usuário. A indústria terá que atender às suas necessidades”, afirma, salientando uma tendência de mercado. No Brasil, onde surge uma nova classe consumidora, a questão merece ainda mais atenção. “Esse pessoal consome funcionalidade de acordo com o preço”, explica.
Gandour lembrou que muitos profissionais não chegaram a ter experiência com a TI antiga, ou seja, já começaram a atuar na área com a nova tendência. “As pessoas que têm um passado em TI precisam repaginar o seu conceito. O futuro é intrigante, provoca a imaginação”, prega. Para ele, a mudança de posição é imperativa. “A TI tradicional está definhando e sendo substituída por um outro modelo. Quem souber se adaptar poderá prolongar a sua profissão”, finalizou o cientista.
A Bits reúne, até amanhã, 147 empresas nacionais e 59 internacionais da área de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). O evento é uma realização da Deutsche Messe AG, maior promotora de feiras do mundo, tendo como subsidiária a Hannover Fairs Sulamérica. Ao todo, serão mais de 50 palestrantes nacionais e internacionais.
Um dos expositores da feira é a gaúcha de São Leopoldo NetEye. A empresa lança na Bits a versão 6 do software corporativo NetEye. O produto permite o gerenciamento da forma como as pessoas utilizam os computadores nas empresas. Uma das vantagens diz respeito à segurança da informação. É possível saber, por exemplo, se algum conteúdo confidencial foi copiado para um pendrive. O produto permite também acompanhar a produtividade . Por meio do soft-ware, é possível monitorar quais são os sites mais acessados pelos funcionários. “É possível saber como as pessoas estão gastando o tempo no computador”, salienta o diretor da NetEye, Fábio Santini.
De acordo com Santini, a utilização do programa é simples, caracterizando outro benefício. “Atualmente, os gestores não têm tempo de fazer cursos de dias ou meses para aprender a utilizar”, pondera. Recentemente, a empresa participou de três feiras internacionais, duas nos EUA e uma na China.
Site: Jornal do Comércio
Data: 15/05/2013
Hora: ——
Seção: Tecnologia
Autor: Rodrigo Borba
Link: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=124054