Impedir a consumerização de TI é uma “batalha maluca”

Impedir a consumerização de TI é uma “batalha maluca”, reagiu o vice-presidente e diretor de Pesquisa do Gartner, Van Baker. Segundo ele, a proibição do uso dos dispositivos pessoais é uma medida que não trará nenhum efeito positivo para a política de segurança de uma corporação, apesar de estar ciente que muitas companhias ainda não sabem exatamente como agir e, na dúvida, optam por “fechar as portas” às novas ferramentas. “É preciso encarar a nova era e proteger os dados. A TI mudou e quem lida com ela precisa entender isso”, disparou o executivo do Gartner.

Van Baker, que está no Brasil para participar da Conferência Gartner Arquitetura de Aplicações, Desenvolvimento e Integração, que acontece na capital paulista, assume que a maior parte das corporações erra na sua estratégia de mobilidade. “Muitas estão replicando o modelo adotado na Internet. E isso não funciona. É preciso entender que aplicações móveis exigem um desenvolvimento específico”, sustentou.

Estudo do Gartner ratifica que a mobilidade revoluciona a rotina de TI das empresas. Tanto que 90% das organizações entrevistadas já usam os dispositivos móveis, sendo a maior parte smartphones. Mas os tablets também estão na mira de 86%. O levantamento, realizado com 900 empresas, em nove países, entre eles, o Brasil, mostra que a demanda pelo uso do Bring Your Own Device (BYOD) é bem mais forte nos emergentes.

“O CIO precisa entender que o mundo mudou. Há muita tecnologia amadurecendo muito rápido e elas mudam os processos dos negócios. O PC não é mais o centro do universo, mas a nuvem é, e mais importante, a nuvem pessoal terá papel decisivo. O funcionário é hoje um consumidor de tecnologia e ele demanda novos serviços”, aconselha Cassio Dreyfuss, vice-presidente do Gartner.

A consultoria deixa claro que a era de executar programas apenas em PCs desktops e notebooks está acabando e sendo substituída pela mobilidade. “Podemos ter certeza que quem pensa apenas em aplicações para PCs pensando no controle das informações está errando. A maioria ainda pensa assim, mas vai ter que mudar e bem rápido”, acrescenta David Smith, vice-presidente de pesquisas.

E nesse cenário entram as redes sociais. Smith lembrou que 79% das corporações querem usar as mídias sociais para fazer negócios, mas apenas 20% têm orçamento dedicado para a área e 23%, de fato, sabem como usar a mídia social. “A grande maioria ainda acha que estar no facebook e no twitter já é trabalhar com mídia social. E sabemos que não é. É uma nova modalidade. E TI e Marketing precisam unificar os discursos para o bem do negócio”, salienta ainda Smith.

Site: Convergência Digital
Data: 14/08/2012
Hora: ——
Seção: Gestão
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=31470&sid=16

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