IBM propõe uso de realidade aumentada para vendas no varejo

Como parte da estratégia batizada de “SmarterCommerce”, a IBM estuda a possibilidade de utilizar realidade aumentada (AR) para ajudar varejistas a fornecer mais informações de produtos aos clientes e também para reunir mais dados sobre os consumidores.

O laboratório de pesquisa da empresa em Israel criou um protótipo de uma aplicação móvel que pode ser usada por frequentadores de lojas para auxiliar na identificação de produtos.

A ideia do aplicativo, de acordo com a IBM, é ajudar o varejista a ter mais informações sobre o cliente enquanto ele está no estabelecimento, em vez de deixá-lo voltar para casa e fazê-lo pesquisar na internet produtos de interesse, aumentando a possibilidade de compra online.

“Essa é uma maneira inteligente de oferecer aos clientes mais informações sobre os produtos. Algo que normalmente eles fazem pela web, a partir de pesquisas”, afirma Jill Puleri, vice-presidente de varejo da IBM. “É também uma maneira para o varejista ser mais assertivo na venda”, completa.

Se implementada, a tecnologia de realidade aumentada poderá ser uma das primeiras usadas para fins comerciais. AR é o processo de sobreposição de objetos virtuais, gerado a partir um computador. O modelo pode ser implementado em fones de ouvido do usuário ou, assim como a tecnologia da IBM, no visor da câmera de um smartphone.

E como funciona o aplicativo? Um usuário entra em uma loja e faz o download do app, efetua um registro, preenche um perfil e então usa o aplicativo para descobrir produtos que são de seu interesse. Se ele quer comprar uma TV, por exemplo, aponta o smartphone para o aparelho e o app vai usar a câmera para identificar o produto usando técnicas de processamento de imagem.

A identificação pode funcionar de forma similar a um QR (quick-response), mas não exige que a embalagem do produto tenha um código de barras.

Uma vez que o produto é identificado, o aplicativo pode, então, fazer o download de mais informações, como especificações, preço, opiniões e descontos, a partir de um servidor IBM. Poderia fornecer ainda dados sob medida para o usuário, como probabilidade de alergia, se o histórico da pessoa indicar casos de alergia. Com a permissão do usuário, o aplicativo é capaz de enviar também um aviso para as redes sociais, alertando amigos e seguidores que ele vai fazer compras naquele ponto de venda.

Além do aplicativo, a IBM também fornecerá ferramentas que vão permitir aos varejistas analisar informações geradas pelos consumidores quando eles usam o aplicativo, como produtos e recursos que eles tiveram maior interesse. Também poderia ser usado para oferecer cupom de desconto e servir como base para programas de fidelidade.

“Encontramos em nossas pesquisas que os consumidores têm uma enorme abertura para a partilha de informações se conseguirem algo de valor de volta”, indica Puleri.

A IBM está trabalhando com alguns clientes para testar o aplicativo móvel e o software associado, mas não divulgou quando a solução será comercializada no mercado.

A empresa também não tem planos, no momento, de lançar o aplicativo móvel como uma tecnologia única e sim como parte de uma oferta maior para o varejo. “Essa abordagem representa grande vantagem competitiva”, finaliza Puleri.

Site: IDG Now!
Data: 02/07/2012
Seção: TI Corporativa
Autor: Joab Jackson
Link: http://idgnow.uol.com.br/ti-corporativa/2012/07/02/ibm-propoe-uso-de-realidade-aumentada-para-vendas-no-varejo/

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