Especialistas do Websense Security Labs começam a diagnosticar o Flame, considerado o malware mais avançado já criado e uma potencial ciberarma, em circulação desde 2010, mas detectado, agora, pelas empresas de segurança. A principal função do Flame, já constataram os especialistas, é a de coletar e enviar informações, que faz de diversas maneiras, inclusive gravando áudio, tirando screenshots, compilando listas de todos os dispositivos Bluetooth nas proximidades.
Segundo o Websense Security Labs, o malware ocupa 20 MB, um tamanho imenso comparado com a maioria dos outros vírus, que normalmente são menos de 1 Mb. O malware tem esse tamanho por que inclui muitas funções. O programa inclui vários módulos, como bibliotecas de descompressão, um banco de dados SQL e uma máquina virtual LUA. Até agora, as vulnerabilidades usadas por esse malware são: MS10-046 e MS10-061. Ambas foram usadas pelo Stuxnet e Duqu para manter a persistência e se alastrar em redes infectadas.
Para a Websense, o Flame é possivelmente o malware mais avançado até hoje, pelo menos quanto as suas funções e a capacidade de se ocultar por períodos muito longos. A sua complexidade é ainda maior por causa do seu tamanho.
“Com todos os módulos, o vírus ocupa 20 MB, ou seja, é 20 a 30 vezes maior que a maioria dos malwares que conhecemos, incorporando algumas técnicas interessantes e incomuns em outros malwares, como a adoção da linguagem LUA para realizar algumas das suas funções. A sua efetividade ainda não foi determinada porque poucas infecções foram descobertas e muitas pesquisas terão que ser realizadas para descobrir todas suas funções”, comentou Carl Leornard, gerente sênior do Websense Security Labs.
Site: Convergência Digital
Data: 30/05/2012
Hora: 13h23
Seção: Segurança
Autor: ——
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=30611&sid=18