Mais de três anos após sua implantação, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) atingiu cerca de 2,4 milhões de domicílios, segundo a Telebrás, empresa estatal reativada no governo Lula para executar o projeto. Embora a maioria dos especialistas considere esse número baixo, o presidente da empresa, Caio Bonilha, rechaçou nesta quarta-feira que seja um fracasso.
Participando de audiência na Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara Federal, Bonilha disse que esses domicílios correspondem a 64% do total de pessoas que se tornaram assinantes de banda larga no período. “Significa que o PNBL é um sucesso”, disse ele, lembrando que a Telebrás já tem 15 mil quilômetros de rede em operação e mais 10 mil em fase final de implantação. Atualmente, a empresa fornece cerca de 500Gbps por mês a 1.147 provedores espalhados pelo país.
Mas, para parte das operadoras e fabricantes de equipamentos de telecom, o PNBL corre o risco de simplesmente acabe, por falta de investimentos. “A Telebrás tem um orçamento de menos de R$ 100 milhões por ano, e este ano só teve R$ 19 milhões até agora”, diz Aluizio Byrro, presidente da Nokia Siemens Networks, uma das principais fornecedoras de equipamentos para redes. “A Telebrás precisa ter muito mais recursos para atender os locais onde é mais necessária.”
Já o diretor da Ericsson, Alessandro Quattrini, lembra que a infraestrutura da Telebrás (o chamado backbone) passou bem no primeiro grande teste, que foi a Copa das Confederações. “Mas isso não é correspondido no backhaul, que é a rede até as casas dos usuários.”
Site: Revista Home Theater
Data: 16/08/2013
Hora: ——
Seção: HT Online
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