O Google continua em busca dos clientes corporativos, pelo menos no Brasil. Na última terça-feira, 24, em São Paulo, a companhia realizou o Atmosphereon Tour, evento que teve por objetivo apresentar suas estratégias e soluções ao mercado corporativo. E a companhia não poupou munição, contando com a participação de executivos de peso da corporação, como Amit Singh, vice-presidente global; e Shailesh Rao, diretor de novos produtos.
Uma boa parte da apresentação de Singh, por exemplo, foi dedicada a explicar a uma plateia quase totalmente corporativa, porque as soluções da companhia ainda soam tão “consumidor final”. “Nos últimos anos a tecnologia ao consumidor ultrapassou a tecnologia corporativa e está quebrando paradigmas. A tecnologia hoje é desenhada para times, não para indivíduos, e para ser usada em qualquer lugar, em qualquer equipamento”, disse o vice-presidente.
Indo além do conceito, o executivo fez questão de mostrar números que comprovam a tese: até o final deste ano, 20% das empresas globais não terão mais ativos de TI; no ano passado as vendas de tablets e smartphones ultrapassaram a venda de PCs; e até 2014, as redes sociais substituirão o e-mail para 20% dos usuários corporativos.
Não por acaso, os números contextualizam as três alavancas de novas tecnologias, de acordo com o Google: nuvem, mobilidade e redes sociais. “Começamos com tecnologia de consumo, mas hoje mostramos sua utilidade a uma série de empresas”, afirmou Singh, citando clientes como a DHL, que utiliza o Google Maps para fazer o gerenciamento de entregas; e a Best Buy, que usa o Google AppsEngine para o desenvolvimento de aplicativos, segundo o executivo, com um décimo dos recursos e em um quarto do tempo.
De acordo com o vice-presidente, o Google conta hoje com 4 milhões de clientes corporativos, e não apenas pequenas e médias empresas. Na carteira da empresa podem ser vistas companhias como Laboratórios Roche, Virgin America, Delta Hotels e a brasileira SulAmérica.
E para Shailesh Rao, diretor de novos produtos do Google, este número deve crescer ainda mais nos próximos anos em função da computação em nuvem. “Hoje 60% dos habitantes do planeta tem alguma forma de acesso à Internet e, no futuro, as empresas não terão data centers”, disse.
Este quadro, de acordo com Rao, vai se completar com a visão de nuvem do Google, para quem ela deve ser leve, sustentável e acessível por meio de qualquer equipamento sem esforço. “Este não é um futuro distante, por isso pensamos em nuvem em tudo o que fazemos”, concluiu.
Site: Convergência Digital
Data: 27/04/2012
Hora: ——
Seção: Cloud Computing
Autor: Fabio Barros
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=30227&sid=97