Gestão de risco e tratamento justo ao consumidor: faces complementares do Big Data

Encontrar respostas nunca foi tão fácil quanto hoje. O ano em que algo aconteceu, o nome que escapa à mente, o endereço exato de um restaurante. Basta digitar no buscador e a solução aparece em menos de um segundo. A cada minuto, são feitas milhões de buscas no mundo todo, em meio aos milhares de terabytes de vários tipos de dados gerados neste curto espaço de tempo. Percorrer esses bilhões de registros para encontrar uma solução e fazer uma análise correta e fidedigna dos dados, beneficiando tanto empresa quanto consumidor, é um importante desafio na era do Big Data.

Usamos o termo “Big Data” para nos referir a informações complexas em grande quantidade, que vêm de múltiplas fontes. A indústria financeira, por exemplo, tem de analisar atualmente montanhas de dados para reduzir níveis de fraude e risco. A abordagem tradicional é antiquada e rasa. E a necessidade pelo tratamento adequado dos dados cresce ainda mais diante da expansão da classe média, que observamos no Brasil e outros países onde a TransUnion atua, como a Índia.

Essa classe emergente quer ter acesso a serviços financeiros, seguros, telecomunicações e bens e produtos – e também quer que esses serviços lhes sejam oferecidos a um preço que caiba no bolso. Viabilizar o atendimento a essa população a preços baixos é tanto oportunidade quanto preocupação, pois falta às empresas conhecimento e informação sobre essas pessoas que estão entrando no mercado. Aí entra a tecnologia de analytics avançado, para ajudar as empresas a responder perguntas e avaliar os cidadãos de forma correta.

As ferramentas avançadas de inteligência cruzam várias fontes de dados, consideram inúmeras possibilidades e identificam padrões de comportamento positivos ou negativos, indo além do óbvio e oferecendo um entendimento profundo das informações disponíveis sobre o consumidor, para que a análise de risco de uma concessão de crédito, por exemplo, seja a mais confiável possível. Do ponto de vista das empresas, a arquitetura de Big Data e a consequente automatização do processo de decisão ajuda a melhorar eficiência, gerenciar riscos, reduzir custos e aumentar receita. Do lado do consumidor, ele tem a certeza de que lhe foi dado o tratamento justo de bom pagador, e que pode adquirir serviços essenciais, como seguro de vida, a um preço reduzido. Isso porque o seu perfil de risco foi bem avaliado, com as informações consideradas de forma satisfatória.

É preciso incentivar o uso de ferramentas de automatização e analytics para ajudar as economias a gerenciar riscos e, ao mesmo tempo, contribuir para a inclusão das classes emergentes no mercado consumidor. O volume, a variedade e a velocidade de dados só irão acelerar daqui para frente. Será o novo padrão, e as empresas devem aproveitá-lo. Os vencedores irão gerar insights de forma rápida, desenhar protótipos e implantar na produção com agilidade, com plataformas que exponham a lógica de negócios em vez de códigos, e que sejam mais rápidas e mais fáceis de usar e implantar. Assim, as tecnologias de inteligência baseadas em Big Data podem encontrar a resposta para negócios mais eficientes e a sagração de um mercado consumidor mais equitativo, em que o conhecimento e a análise dos dados disponíveis permitam um relacionamento melhor entre empresa e sociedade.

(*) Mohit Kapoor é Chief Information and Technology Officer na TransUnion

(*) Claudio Pasqualin é Diretor de Produtos e Desenvolvimento de Negócios da TransUnion no Brasil

Site: CIO
Data: 25/08/2014
Hora: 7h10
Seção: Opinião
Autor: Mohit Kapoor e Claudio Pasqualin
Link: http://cio.com.br/opiniao/2014/08/25/gestao-de-risco-e-tratamento-justo-ao-consumidor-faces-complementares-do-big-data/

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