Os gastos globais com tecnologia da informação (TI) tiveram um crescimento de 5,9% em 2012, totalizando US$ 2 trilhões no período, informou nesta segunda (25) a consultoria IDC. O número considera equipamentos, software e serviços de TI. Quando incluídos os serviços de telecomunicações, a expansão foi de 4,8%, para US$ 3,6 trilhões.
Mesmo em meio à perspectiva de manutenção de um cenário instável na economia global, a empresa de pesquisas prevê que o setor vai registrar índices similares de crescimento em 2013, com uma expectativa de expansão de 5,5%, à medida que empresas e consumidores continuarão a investir em segmentos como dispositivos móveis, armazenamento de dados, redes e aplicativos.
Apesar de destacar a manutenção do ritmo de crescimento observado em 2011, quando o setor cresceu 5,8%, a IDC ressaltou as dificuldades enfrentadas pela indústria de computadores, que registrou uma queda de receita de 2% na comparação com o ano anterior.
A empresa informou que essa tendência se estendeu para equipamentos e componentes como servidores –grandes computadores que centralizam o processamento de informações das empresas–, monitores e celulares com recursos básicos de vídeo e acesso à internet, os chamados “feature phones”.
O pano de fundo para o recuo dessas categorias foi o avanço de tablets e smartphones. De acordo com a IDC, pela primeira vez, os gastos com smartphones superaram os gastos com PCs. Enquanto a primeira categoria registrou gastos da ordem de US$ 300 bilhões, a segunda ficou em US$ 233 bilhões.
“A canibalização está acontecendo em toda a indústria”, afirmou Stephen Minton, vice-presidente de pesquisas da IDC. “Os smartphones superaram os feature phones, a adoção de tablets está impactando os gastos com PCs e a computação em nuvem está afetando os mercados tradicionais de software, serviços e infraestrutura. Os gastos com TI continuam a crescer organicamente, mas não no mesmo ritmo do período anterior à crise financeira. As empresas estão adotando soluções de TI como virtualização, automação e software como serviço como uma maneira de reduzir o aumento anual nos seus orçamentos de TI, em um tempo em que a incerteza econômica permanece alta”, acrescentou.
A IDC estima que a economia americana alcance uma estabilidade no segundo semestre, impulsionando o crescimento nos gastos com TI em 5,5%. Ao mesmo tempo, a consultoria prevê um outro ano difícil para a Europa, com uma expectativa de crescimento no setor de apenas 2%. Para o Japão, a projeção é de manutenção do patamar de gastos registrado em 2012.
“Este será mais um ano difícil para as economias maduras”, disse Minton. “A fraqueza na Europa, à medida que os governos continuam a impor medidas de austeridade, com impactos diretos e indiretos nos gastos com TI, também tem prejudicado as exportações no Japão”, observou o analista.
Na avaliação da consultoria, os mercados emergentes como o Brasil, Índia e China também têm sofrido os impactos das incertezas econômicas. No entanto, a IDC prevê um ano mais otimista para esses países, especialmente para o mercado chinês.
Site: Boa Informação
Data: 25/02/2013
Hora: 19h30
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