Gartner projeta US$ 2,5 trilhões em gastos globais com Inteligência Artificial em 2026

gartner projeta us$ 2,5 trilhões em gastos globais com inteligência artificial em 2026

Os gastos mundiais com Inteligência Artificial (IA) devem alcançar US$ 2,52 trilhões em 2026, segundo projeção divulgada pela Gartner, uma das mais respeitadas consultorias globais em pesquisa, análise e inteligência de mercado nas áreas de tecnologia, negócios e gestão.

O volume representa um crescimento de 44% em relação a 2025, consolidando a IA como um dos principais vetores de investimento da economia digital. Mais do que um avanço pontual, os números indicam uma mudança estrutural na forma como empresas estão incorporando a tecnologia em seus modelos operacionais.

Infraestrutura lidera os investimentos em IA

De acordo com o levantamento, o principal motor desse crescimento não está apenas em softwares ou aplicações finais, mas na infraestrutura necessária para sustentar a Inteligência Artificial em escala. Em 2026, os gastos com infraestrutura de IA, como servidores otimizados, data centers, chips especializados, redes e sistemas de armazenamento, devem ultrapassar US$ 1,36 trilhão, o equivalente a mais da metade do total investido em IA no mundo.

Somente a construção dessas bases tecnológicas deve adicionar US$ 401 bilhões em gastos ao longo de 2026, refletindo a corrida global por capacidade computacional capaz de suportar modelos cada vez mais complexos e intensivos em dados.

Do hype à maturidade: IA entra no “Vale da Desilusão”

Para o Gartner, a Inteligência Artificial atravessa em 2026 o chamado “Vale da Desilusão”, conceito que descreve o momento em que expectativas infladas dão lugar a uma avaliação mais realista sobre resultados, custos e retorno sobre investimento.

Segundo John-David Lovelock, vice-presidente analista emérito do Gartner, as empresas estão deixando de comprar a IA como um “grande projeto disruptivo” e passando a incorporá-la de forma mais pragmática, integrada aos softwares e plataformas que já utilizam no dia a dia.

Nesse cenário, a previsibilidade do ROI (retorno sobre investimento) passa a ser determinante. A IA deixa de ser vendida como promessa e passa a ser cobrada como ferramenta de eficiência, produtividade e vantagem competitiva mensurável.

O gargalo não é tecnologia, é capital humano

Outro ponto central destacado pelo relatório é que o sucesso da adoção da IA não depende apenas de investimentos financeiros. A Gartner ressalta que fatores como maturidade organizacional, capacitação das equipes, governança de dados e clareza de processos são decisivos para transformar tecnologia em valor real.

Isso explica o crescimento acelerado de segmentos como:

  • Serviços de IA, que devem atingir US$ 588 bilhões em 2026
  • Cibersegurança baseada em IA, que mais que dobra no período
  • Dados para IA, que praticamente quadruplicam entre 2025 e 2026

Sem dados estruturados, pessoas qualificadas e processos bem definidos, o investimento em IA tende a se tornar apenas custo, e não inovação.

Uma nova fase da Inteligência Artificial

Os dados divulgados pela Gartner indicam que a Inteligência Artificial entrou em uma nova fase de consolidação. Menos experimental, mais estrutural. Menos discurso, mais execução. Em 2026, a IA se afirma não apenas como tecnologia emergente, mas como infraestrutura essencial da economia contemporânea, redefinindo investimentos, modelos de negócio e a própria competitividade das organizações.

Texto: Redação TI Rio
Curadoria Editorial: Bruno Nasser

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